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Notícias

Longe de casa, mas no país do futebol

      
LéCIA PIRES

Por mais conceituada que seja, nenhuma universidade do planeta atende hoje sozinha às necessidades de seus alunos. Não é por acaso que o Brasil, a Europa e boa parte dos países avançam nos programas de intercâmbio. O estudante quer liberdade, e a academia, mais diversidade.

Em tempos de Copa, as nacionalidades afloram, e a cultura ganha espaço nos campi do Estado. Só na Universidade de Caxias do Sul (UCS), a torcida internacional na graduação ganhou neste semestre 54 novos participantes. São estudantes em plena formação acadêmica que poderão, ao retornar aos seus países, validar os estudos feitos no Brasil. E na memória, levar a marca do futebol brasileiro.

- Me disseram que tudo pára quando a Seleção Brasileira joga. Vou esperar que o Brasil ganhe a Copa para assistir aos jogos com os brasileiros e ver a maluquice - disse o suíço Marco Carrino, 26 anos, na semana passada.

Para equiparar os estudos, Marco assiste a aulas em três faculdades da UCS (Administração, Economia e Comércio Exterior). Na Europa, ele também não tem só uma universidade. Para se formar no curso de Gestão Empresarial Internacional ele freqüenta três instituições, na Suíça, na Alemanha e na França.

Colega de Marco no Brasil e na Europa, o desafio da ucraniana Darya Nevzorova, 22 anos, é explicar para a família como é viver na terra de Ronaldinho.

- Minha avó, de 80 anos, é fã do Ronaldinho. A Ucrânia está pela primeira vez na Copa, e eu espero ver o jogo e torcer - conta Darya, em português, sua sexta língua estrangeira.

Para Bastian Geppert, 23 anos, as imagens da Copa na TV ensinam uma palavra nova: saudade. Aluno de Computação em Trier, na Alemanha, ele descobriu o Brasil ao conhecer Tatiana, uma intercambista de Jornalismo da UCS - só neste semestre, 123 jovens da instituição deixaram o campus para cumprir parte de seus cursos no Exterior. E estão espalhados por 10 países.

- Me disseram que era difícil vir para o Brasil. Mas em quatro meses eu consegui organizar a viagem. Ver a Copa aqui é melhor, porque o país é o favorito. Mas vou torcer para a Alemanha e para o Brasil. Espero os dois na final - disse.

Benefícios no currículo

- Estudar em outros países forma o profissional autônomo e globalizado, capaz de atuar e resolver problemas em qualquer lugar do mundo

- Conviver com pessoas de outros países estimula a empatia, a tolerância, a solidariedade, o respeito pelo outro e a diversidade cultural, características necessárias ao trabalho de equipe

- Colegas estrangeiros trazem elementos culturais, econômicos, lingüísticos, comportamentais e geográficos que enriquecem a sala de aula

O intercâmbio na graduação

Mobilidade acadêmica

- Permite ao aluno cursar disciplinas da graduação fora do país e validar o estudo por equivalência curricular

- Período: máximo de dois semestres

- Onde: em instituições conveniadas ou sugeridas pelo estudante, que propõe o afastamento, requisitando a validação do estudo por sua instituição

Dupla diplomação

- Permite ao estudante receber o diploma assinado por sua universidade de origem e pela instituição na qual estudou no Exterior

- Período: até dois anos

- Onde: em instituições conveniadas

Requisitos

- àtimo desempenho no curso e 50% da graduação concluída

- Proficiência no idioma do país pode ser exigido, dependendo da universidade e do país

- Alunos de escolas privadas continuam pagando a mensalidade da faculdade de origem ou da universidade no Exterior

- Na UCS, o aluno aprovado para a mobilidade acadêmica durante a graduação é isento de qualquer mensalidade

- Mais informações: nos escritórios de relações internacionais das universidades

Confira o movimento no 1º semestre de 2006 em universidades do Estado

- UFRGS

Mobilidade acadêmica
Estrangeiros no campus: 124
Alunos no Exterior: 57 em cinco países (Argentina, Portugal, EUA, França e Itália)
Dupla diplomação: 18 alunos de Engenharia na França e nenhum na UFRGS

- UCS

Mobilidade acadêmica
Estrangeiros no campus: 54
Alunos no Exterior: 123 em 10 países (Argentina, Canadá, Chile, Espanha, EUA, Honduras, México, Portugal, Itália, Colômbia e Suíça)
Dupla titulação: Sete alunos de diferentes cursos na França, Inglaterra, EUA e Itália e nenhum estrangeiro na UCS

- PUCRS

Mobilidade acadêmica
Estrangeiros no campus: 145
Alunos no Exterior: 72 alunos em 14 países (Alemanha, Argentina, Angola, Canadá, China, Chile, Espanha, EUA, França, Isrãl, Itália, Japão, Portugal, Uruguai)
Não há programa de dupla titulação

- Unisinos

Mobilidade acadêmica
Estrangeiros no campus: 1
Alunos no Exterior: seis em quatro países (Chile, Canadá, México e Alemanha)
Não há programa de dupla titulação

- Ulbra

Mobilidade acadêmica
Estrangeiros no campus: 11
Alunos no Exterior: nove em um país (Espanha)
Não há programa de dupla titulação

Saiba mais

- O Protocolo de Bolonha determinou, em 1999, o alinhamento curricular na União Européia para facilitar o intercâmbio

- No Brasil, um comitê nacional, formado por oito universidades, trabalha para auxiliar o MEC a estabelecer as prioridades na mobilidade acadêmica. áfrica, Mercosul e União Européia são focos brasileiros

- Hoje, 80% dos alunos europeus de Engenharia fazem intercâmbio na própria Europa, nas Américas e na China
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