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Notícias

Conheça o curso: fisioterapia

      
ANELISE ZANONI

Eles dificilmente são notícia dos principais jornais de esporte, ganham salários modestos e não correm o risco de serem flagrados por fotógrafos de revistas durante uma festa ou ovacionados por torcedores fanáticos. Mas são responsáveis por cuidar e preservar a saúde física dos ídolos do futebol.

Protegidos pelo anonimato, os fisioterapeutas dos grandes times são anjos do futebol. ? de suas mãos e de seu conhecimento, adquirido na faculdade, que surgem soluções para problemas como músculos lesionados, distensões e torções.

Em época de Copa do Mundo, o caderno Vestibular conversou com dois profissionais que atuam nos bastidores dos campeonatos e são essenciais para a manutenção do bom desempenho dos jogadores. Abaixo, você conhecerá o trabalho e as escolhas de César Abs da Crus de Agosto, 41 anos, fisioterapeuta do Internacional, e de Henrique Valente, do Grêmio.

Fisioterapia

O que faz

- Usa técnicas fisioterápicas para preservar, desenvolver e restaurar a integridade do corpo humano

- Pode dirigir serviços de fisioterapia e elaborar pareceres técnicos especializados

Mercado

- Antes, a função principal do profissional era a de ajudar na reabilitação de doentes submetidos a cirurgias e atendimento de idosos e crianças com problemas neurológicos

- Hoje, há oportunidades em hospitais, academias, clubes esportivos, clínicas e instituições voltadas a pessoas portadoras de deficiências

- Profissional pode atender pacientes a domicílio, de forma autônoma

- ? cada vez maior a presença no serviço público

- O esporte é um segmento com boas oportunidades. Atletas e equipes buscam o trabalho do fisioterapeuta para manutenção da forma física

- A média salarial inicial é de R$ 1,2 mil

Onde estudar

- Feevale, Iesa, IPA, PUCRS, UCS, UCPel, UFSM, Ulbra, Unicruz, Unifra, Unijuí, Unilasalle, Unisc, Unisinos, Univates, UPF, Urcamp, URI

O currículo

- Duração média de cinco anos

- Disciplinas como anatomia, biologia, fisiologia, histologia, morfologia, psicologia, farmacologia e patologia

- A formação específica traz massoterapia (massagens), termoterapia (calor e frio) e a cinesioterapia (movimentos)

- No último ano, há estágio

Inter

"O trabalho é complexo"
César Abs da Cruz de Agosto, 41 anos

Escolha profissional

"Comecei a vida acadêmica na Educação Física. Não conhecia a Fisioterapia, e um professor me incentivou a fazer o curso. Garanti uma vaga no vestibular no último dia de inscrição do Centro Universitário Metodista IPA. Cursei as duas graduações e mantive contato com a área esportiva. Acompanhava atletas de handebol, atletismo e viajava o Brasil como estudante. Terminei os estudos em 1995, após fazer vários estágios."

Importância do estágio

"Estagiar é fundamental. ? a primeira vivência real da profissão. Por meio da experiência, é possível saber qual a área mais interessante para seguir profissionalmente. Fiz estágios em clínicas, hospitais e trabalhos voluntários. Durante a faculdade também fiz estágio no Internacional. Acho tão importante o estágio que mantenho em minha clínica alguns estudantes de Fisioterapia."

Como começou no Inter

"A trajetória no Internacional tem 10 anos. Comecei fazendo estágio. Depois, trabalhei seis anos com futebol amador e nas categorias de base. Nos últimos anos, cuido dos jogadores do futebol profissional. O trabalho entre o amador e o profissional é o mesmo, mas a cobrança e a responsabilidade é maior. O jogador é mais valioso e bem mais adorado pela torcida."

O desafio de cuidar dos jogadores

"O trabalho é complexo. ? preciso buscar resultados de qualidade no menor tempo possível. Primeiro, fazemos avaliações em conjunto com a equipe médica e os preparadores físicos. Traçamos possíveis deficiências dos atletas e os riscos que podem ter. Durante todo o ano prevenimos e curamos as lesões dos jogadores. O trabalho abrange tratamentos na sala de fisioterapia até acompanhamento no campo. O trabalho do fisioterapeuta é multidisciplinar, e sua equipe abrange também nutricionistas, dentistas, psicólogos, médicos. Além disso, acompanhamos a delegação em viagens mais longas. Com o time, conheci lugares como México, Colômbia, Uruguai, Argentina e diversos estádios brasileiros."

Grêmio

"? preciso se reciclar"
Henrique Valente, 32 anos

Escolha profissional

"Jogava vôlei e queria ter uma profissão próxima ao esporte. Fiz vestibular para Fisioterapia no Centro Universitário Feevale, mas minha carreira de atleta me obrigou a trancar a faculdade por cerca de cinco anos. Depois, joguei em São Bento do Sul (SC) e retornei ao curso, mas na Universidade Tuiuti do Paraná. Sofri uma lesão no joelho e fui obrigado a parar com o esporte. Dediquei-me aos estudos para evitar que os atletas pudessem passar por problemas semelhantes ao meu. Formei-me em 2000."

Importância do estágio

"Fiz estágio em praticamente todos os esportes. Pesquisava também os atletas da categoria júnior da época. O estágio é muito importante para o conhecimento. Por isso, admitimos estagiários no Grêmio."

Como começou no Grêmio

"No final da faculdade, precisava de um emprego ou voltaria para Porto Alegre. Fiz um concurso público no município de Pinhais (PR) e passei. Duas semanas após o resultado, o concurso foi cancelado. Por sorte, perdi a vaga e voltei ao Estado. Fiz contatos com pessoas que trabalhavam no Grêmio e comecei a atuar com as categorias de base do time. Tratava jogadores do time infantil, juvenil e júnior. Em junho de 2005, fui transferido para a categoria profissional."

O desafio de cuidar dos jogadores

"Sou responsável pela reabilitação de cerca de 35 jogadores. ? um desafio. Todos o esforço do fisioterapeuta se reflete no campo. ? preciso se reciclar sempre para tratar atletas de alto nível, que são adorados pela torcida. Na rotina de trabalho, os jogadores são avaliados, e os médicos da equipe fazem diagnósticos e, se necessário, os encaminham para reabilitação. Para cada caso, é preciso montar tratamentos específicos. A cada dia, aceleramos a reabilitação. A atuação do fisioterapeuta termina com o trabalho de campo, onde os atletas simulam gestos esportivos. Quem não apresenta regressão no tratamento, é reavaliado por uma equipe médica. Fazemos um trabalho multidisciplinar."
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