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Faculdade tem alto índice de discriminação sexual

      
Um número extraordinariamente alto de entrevistados (72,1%) na pesquisa Política, Direitos, Violência e Homossexualidade, realizada na Parada do Orgulho GLBT de São Paulo de 2005, disse já ter sido vítima de algum tipo de discriminação devido à sua orientação sexual. Os resultados indicam que a escola ou a faculdade são o segundo ambiente onde mais ocorrem as situações de discriminação (32,6%), depois do círculo de amigos e vizinhos (34%). O ambiente familiar vem em terceiro lugar (24,8%) e o religioso em quarto (22,7%). Os dados estão reunidos em uma publicação a ser lançada no dia 26 de junho, na Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo (Pátio do Colégio, 148), a partir das 18h30.

A pesquisa, elaborada pelo Centro Latino-americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM) e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, ouviu 973 pessoas entre as 2,5 milhões que compareceram à Avenida Paulista. Elas apontaram situações de discriminação também no trabalho, no comércio, no sistema de saúde ou ao precisar de auxílio em delegacias. 

A situação paulista de discriminação sexual segue tendências observadas em 2004, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, onde a pesquisa já havia sido realizada. Nessas cidades, embora igualmente altos, esses índices foram ligeiramente inferiores: 64,8 % para o Rio de Janeiro e 61,3% para Porto Alegre.

A pesquisa Política, Direitos, Violência e Sexualidade vem sendo realizada desde 2003 em paradas do orgulho GLBT de diferentes cidades. Em São Paulo, o projeto contou com o apoio da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, o Departamento de Antropologia da USP e o Núcleo de Estudos de Gênero Pagu da Universidade Estadual de Campinas.

As maiores vítimas da discriminação sexual, segundo o estudo, são os homens homossexuais (entre os amigos e vizinhos) e os bissexuais (por colegas ou professores na escola). No círculo familiar, as lésbicas são as que mais freqüentemente mencionam experiências de marginalização e exclusão.
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