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Todos juntos, vamos... para frente Brasil, Brasil...

      

Por Renato Marques

Dá para não gostar de futebol? Bom, até que dá. Agora, não gostar da Copa é impossível! Ok, é preciso admitir que tem um pouco de exagero embutido aí - e, claro, muito de paixão futebolística. Mas, nesses períodos de Copa do Mundo, em especial em uma como esta, em que a seleção brasileira chega com amplo favoritismo, é muito difícil resistir à empolgação geral e passar ileso aos jogos do Brasil. Confesse: você ainda não foi tomado pelo clima de "90 milhões em ação"?

Na opinião de especialistas, o esporte ganha popularidade em épocas de grandes competições porque se assemelha aos grandes combates mundiais. No campo, nação contra nação, frente à frente, disputam cada milímetro da área adversária, como exércitos conquistando territórios inimigos. No Brasil, um país pacífico por tradição, vale muito a identidade que o brasileiro tem com o futebol, esporte plenamente integrado à rotina da nação.

"Uma coisa nós podemos dizer com certeza: a relação da sociedade brasileira com o futebol não tem equivalência. Talvez, em parte, nos hooligans na Inglaterra. Mas, no Brasil, todas as classes sociais convergem para o futebol nos momentos mais célebres, como a Copa do Mundo", constata o sociólogo Antonio Flávio Testa, da UnB (Universidade de Brasília). "O Brasil tem esse elo que passa por toda a sociedade e que é diferente da Europa, por exemplo. Aqui, o apelo emocional é maior."

Uma mostra da empolgação dos brasileiros com a Copa - mesmo para quem não gosta de futebol - é a audiência do torneio de 2002, disputado na Coréia do Sul e no Japão. Segundo o IBOPE Media Information, nem mesmo o horário dos jogos, que passavam por aqui durante a madrugada, impediu que os brasileiros acompanhassem a Copa 2002. Na final, a audiência alcançou 62% dos aparelhos ligados no país.

E você? Vai ver os jogos decisivos de onde?

Alheia a tudo isso, a estudante do curso de Publicidade e Propaganda da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Elisa Pequini, não esconde sua empolgação com a Copa. Nem o fato de não acompanhar futebol e sequer conhecer a maioria dos jogadores da seleção a impedem de torcer para a seleção canarinho como qualquer outro brasileiro.ÿ

"Eu até gosto de futebol, mas não acompanho não. Não torço para nenhum time, nem acompanho. Só torço mesmo pro Brasil", conta Elisa.

Depois dos dois primeiros jogos, a estudante já se prepara para reunir os amigos para as próximas disputas. "Provavelmente, a maior parte dos jogos vou acabar vendo com os amigos, reunindo a turma. Nos dois primeiros jogos a gente marcou. Os outros eu ainda não sei", diz. "Alguns dos meus amigos curtem muito futebol. Alguns deles vão acordar de madrugada para ver reprise (risos). Mas a maior parte curte só a Copa mesmo."

Amigos reunidos - só coincidência?

Para quem não acompanha futebol, reunir os amigos para ver a seleção pode parecer só uma bobagem de momento. Testa, no entanto, explica que esse perfil 'aglutinador' do futebol é algo bem peculiar do esporte no Brasil - o que acaba colaborando também para conquistar aqueles que não são chegados na prática pura e simples.

"O futebol está muito ligado ao nosso processo de urbanização. Brincar de bola nas ruas, a pelada nas quadras, nos campos de várzea, foram formas de integração que se desenvolveram com muita propriedade no Brasil. Tenho a impressão que somente aqui esse tipo de prática se desenvolveu com tanta ênfase", explica o sociólogo da UnB.

Mariana Maziero, aluna de Jornalismo do IMES (Universidade Municipal de São Cãtano do Sul), já foi convencida por seus amigos a ver os jogos da seleção. "Na Copa passada, o meu gosto pelo futebol caiu total, não tinha vontade de ver nada. Eu só assisti a final porque meus amigos iam brigar comigo. Por mim, eu continuaria dormindo", conta, aos risos. "Nesta copa eu não estou muito empolgada para assistir, mas vou ver mais jogos do que na copa passada."

A estudante, que admite que só vai assistir aos jogos do Brasil, confessa que o 'pique' de seus amigos acaba sendo uma motivação maior que os próprios jogos. "Eu tenho alguns amigos que gostam bastante, e que acabam me influenciando. Aí eu acabo até assistindo e acompanhando um pouco. Mas para eu assistir por vontade própria, é difícil", diz, para em seguida fazer uma constatação interessante.

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