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Conselho da Uerj quer iniciar vestibular até 6 de agosto

      
Karine Rodrigues

Um mês após ter suspenso, por tempo indeterminado, o calendário de provas do Vestibular 2007, o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) resolveu nesta terça-feira que o primeiro exame deve ser realizado até o dia seis de agosto.

O modelo adotado será o mesmo dos últimos dois anos, com provas objetivas na primeira fase e uma segunda, discursiva. O concurso tem 72,2 mil inscritos e inclui ainda outras três instituições: Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Academia de Bombeiro Militar D. Pedro II e Academia de Polícia Militar D. João VI.

A decisão, no entanto, foi recebida com preocupação pelas associações de docentes e de estudantes, em greve desde o início de abril. Eles afirmam que a instituição, que hoje sofre problemas com a falta de infra-estrutura do prédio e o congelamento de bolsas, não tem condições de receber novos alunos, além dos 25 mil atuais.

"Quem entrar vai encontrar uma crise enorme. As instalações físicas estão absolutamente precárias. Além disso, bolsas e salários estão congelados. A definição do calendário do Vestibular 2007 é, portanto, uma boa notícia entre aspas", declarou Denise Brasil, da diretoria da Associação de Docentes da Uerj (Asduerj).

Segundo ela, o conselho, que é um órgão independente, havia decidido pela suspensão do calendário por entender que a instituição, diante dos problemas enfrentados, não teria condições de receber mais alunos. "Durante as férias, uma mureta de 7 toneladas desabou do 12º andar. Os banheiros não funcionam. Diante dos problemas, o calendário foi congelado para que o governo desse condições mínimas para a instituição, mas nada foi feito até agora".

Denise critica ainda o fato de o governo não ter repassado o salário integral do mês de maio, como determinou a Justiça. Por causa da paralisação, foram pagos apenas 17 dias. "O governo Rosinha (Matheus) está, descaradamente, desobedecendo a Justiça. O texto da liminar que nós obtivemos determinava o pagamento imediato. Mas já faz uma semana que aguardamos", reclamou, informando que na quarta-feira vai ser realizada mais uma assembléia comunitária, quando será discutido o rumo da paralisação.

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio, ao qual a Uerj está vinculada, disse que vai recorrer da decisão judicial favorável aos grevistas.

Integrante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Paula Almada contou que a situação na Uerj está insustentável. Os alunos, que entraram em greve junto com os servidores e professores, reivindicam a construção de um restaurante e o aumento do valor das bolsas. "De que adianta o aluno cotista, por exemplo, entrar na instituição se não pode contar a assistência? Não há apoio para xerox, para transporte. Há mais de seis anos que o valor da bolsa é o mesmo: R$ 190".
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