text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Qualidade garantida: UnB e o agronegócio

      
A despeito das dificuldades econômicas enfrentadas pela bovinocultura, as empresas e instituições de pesquisa brasileiras estão sempre preocupadas com a melhoria da qualidade do rebanho e dos sistemas de produção. Com esse intuito, a Universidade de Brasília (UnB) deu a largada à primeira Prova de Ganho de Peso de Bovinos de Corte realizada pela Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV), em convênio firmado com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Distrito Federal.

A prova, que teve início no último dia 1º, funciona de forma simples e prática. Com manejo semelhante para todo o grupo de animais, avalia-se, por meio de pesagens periódicas, a capacidade de ganho de peso de cada garrote em sistema de confinamento. Ao final da prova, será feita uma classificação de desempenho (PGP) que indicará os animais com maior potencial de conversão alimentar, auxiliando os produtores participantes nos processos de seleção genética de seus plantéis.

"Essa seleção é possível, pois a chance de o animal transmitir tais características para seus descendentes é de até 45%", afirma o zootecnista e professor da FAV, Itiberê Saldanha. "A herdabilidade é real. Se além das características genéticas favoráveis, o animal for tratado em boas condições, pode-se melhorar muito o nível de produção do rebanho", afirma o produtor Pedro Navarro, da Fazenda Parati, que participa da prova com seis animais.

Segundo a equipe envolvida no projeto, as vantagens para a produção são indiscutíveis, além da melhora do valor genético de plantéis e das taxas de ganho de peso, o produtor pode diminuir o intervalo entre gerações, colocar à venda animais testados e comprovados, antecipar a utilização de reprodutores testados, permitir a seleção dentro e entre rebanhos, e promover o contato e a comercialização entre produtores.

Mais compradores

Para Saldanha, ao fornecer subsídios para os criadores compararem o mérito genético dos seus animais com os de outros criadores, não existem desculpas para não selecionar bem seus animais para a reprodução. "Além de testar seu próprio rebanho, o produtor também saberá da qualidade do plantel dos demais criadores, podendo fazer negociações que permitam aumentar, cada vez mais e mais, o potencial de produção", ressalta o zootecnista.

Como reflexo do aumento do consumo de carne vermelha propiciado pela melhoria do poder aquisitivo do brasileiro, a demanda por animais de corte tem crescido no País. Conseqüentemente, o número de bovinocultores também aumentou. Tal processo acarretou o surgimento de um novo perfil de compradores, agora mais exigentes e preocupados com a qualidade genética dos animais.

Os próprios consumidores da carne também exigem maior qualidade, forçando a produção brasileira a adequar melhor seus sistemas de produção. Assim, as iniciativas que identificam e selecionam os animais são sempre positivas para o melhoramento dos bovinos de corte. "Acredito que essa é uma ação voltada para a sociedade.

Desenvolvendo a qualidade do rebanho nacional, podemos melhorar a situação da bovinocultura nacional", enfatiza Itibêre Saldanha.

  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.