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Inclusão dos alunos deficientes

      
Por Lilian Burgardt

Andar pelos corredores da faculdade sem precisar esbarrar em milhares de degraus, ou ainda, contar como a auxílio de ledores (braile) e intérpretes de libras para resolver as provas do vestibular e aprender a matéria dada em sala de aula são alguns dos benefícios que alunos com mobilidade reduzida podem encontrar na Unisant'Anna (Centro Universitário Sant'Anna), em São Paulo. Preocupada em inserir os jovens portadores de deficiência na Educação Superior, a instituição investiu pesado em infra-estrutura e, hoje, mantém boa parte dos alunos portadores de necessidades especiais ocupando suas vagas. No total, 52 alunos com algum tipo de limitação estão distribuídos entre os cursos de graduação e de graduação tecnológica.

Embora exista uma legislação vigente que obrigue as instituições a adaptarem suas instalações para os portadores de necessidades especiais, a pró-reitora da instituição, professora Maria Bethânia Placucci Bari, explica que direcionar o foco do trabalho da Unisant'Anna para tais alunos foi uma preocupação da instituição muito antes de vigorar tal lei. "Em 1996, foi firmada uma parceria com o Instituto de reabilitação Bernard Bruck, que atua no atendimento e desenvolvimento de pessoas para sua habilitação motora e neurológica, antes da diretriz do MEC (Ministério da Educação) ser anunciada", diz Maria Bethânia.

Brasil de inclusão

No Brasil, há 24, 6 milhões de pessoas com alguma deficiência física, o que equivale a 14,5% da população do País, segundo o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Somente na Região Metropolitana de São Paulo, esse grupo representa 2 milhões de pessoas.

Por parte das empresas, há uma procura grande por pessoas com necessidades especiais, uma vez que o decreto 3.298 de 12/99 obriga as companhias com mais de 100 funcionários a contratarem pessoas dentro deste perfil. Há empresas, porém, que já oferecem programas de estágio e trainee para portadores de necessidades especiais.

Saiba mais lendo a matéria: Qualificação para jovens portadores de deficiência.

A partir desta iniciativa, foi implantado o Centro de Formação da Vida Independente, sob a coordenação da vice-presidente do Instituto Paradigma, Flávia Cintra e, também, do professor Edson Passafaro - ambos cadeirantes. A idéia era reunir um banco de dados com produtos, serviços e entretenimento que pudesse ser acessado gratuitamente pela comunidade de portadores de deficiência interna e externa da instituição. "O objetivo era reunir todas as informações que as pessoas portadoras de necessidades especiais precisam para viver de forma mais independente", explica.

Com o passar do tempo, as pessoas foram se reunindo e, junto a professores, coordenadores e à comunidade começaram a ser realizados fóruns e debates sobre acessibilidade. Tudo isso passou a atrair a atenção dos portadores de deficiência que passaram a ver o local como um ponto de encontro onde se pudesse discutir propostas para a melhoria na qualidade de vida destas pessoas. "Este foi o estímulo para que começassemos a modificar a estrutura da instituição para estas pessoas", lembra a pró-reitora.

Hoje, há 17 profissionais intérpretes de libras e ledores acompanhando alunos surdos-mudos ou estudantes com deficiência visual e auditiva na instituição. Além disso, a universidade conta com rampas de acesso, elevadores e laboratórios de informática equipados com softwares sintetizadores de voz desenvolvidos para os portadores de deficiência física e, ainda, mesas adaptadas para cadeirantes.

A dificuldade que os jovens portadores de deficiência têm para se inserir no mercado de trabalho e, por conseqüência, custear as despesas com seus estudos, também foi motivo de preocupação da instituição. Para evitar a evasão escolar e a perda do trabalho de inclusão, os estudantes ainda podem pleitear desconto nas mensalidades - 30% de desconto do primeiro ao último ano da graduação -, para aqueles que possuem dificuldades financeiras, mas apresentam um bom rendimento escolar. "? uma forma de estimular e reconhecer a dedicação destes alunos, observando suas necessidades financeiras", encerra a pró-reitora.

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