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UCS Bento apresenta o retrato do Enoturismo na Região da Uva e do Vinho

      
As cantinas e vinícolas da Região da Uva e do Vinho estão preparadas para receber o turista, mas algumas ainda precisam melhorar em alguns aspectos. Foi o que concluíram os alunos de duas turmas da disciplina de Estágio I do Curso de Turismo da UCS Bento Gonçalves. O Inventário Enoturístico, inédito no Brasil, foi apresentado para vitivinicultores e representantes do Sebrã e Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), durante o Ciclo de Eventos O Turismo na Região Uva e Vinho - Planejamento para o desenvolvimento sustentável -, realizado no Campus da Região dos Vinhedos, quarta-feira (21).

Resultado do trabalho desenvolvido pelos alunos de Estágio I do Curso de Turismo da UCS Bento Gonçalves, o Inventário Enoturístico (ver anexo) traz o perfil de 82 vinícolas de 10 municípios da Região da Uva e do Vinho (Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Cotiporã, Fagundes Varela, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Monte Belo do Sul, Veranópolis, Vila Flores). Durante os meses de maio e junho de 2005, os alunos aplicaram os questionários, onde avaliaram desde a estrutura física, o roteiro de visitação, os recursos humanos, o perfil do turista que as visita e até dados sobre a produção de vinho.

A proposta do trabalho, coordenado pelas professoras Ivane Fávero e Janete Rotta Antunes, foi construir uma base de dados que sirva como subsídio para o planejamento do enoturismo na região. "O fato de ser Serra Gaúcha não é mais um diferencial porque há serras em todo o Brasil, mas a uva e o vinho sim, por isso este é o segmento que tem de ser cada vez mais trabalhado",
defende Ivane, que coordena o curso de Turismo na UCS Bento.

De acordo com o levantamento realizado pelos acadêmicos, o enoturismo se desenvolveu mais onde existem roteiros turísticos. Ou seja, para reduzir os custos com marketing, as vinícolas se reuniram, identificaram um aspecto comum na produção do vinho ou do território e organizaram os roteiros. Entre os roteiros identificados estão o Vale dos Vinhedos (Bento Gonçalves) a Rota dos Espumantes (Garibaldi), a dos Vinhos dos Altos Montes (Flores da Cunha) e a dos Vinhos de Montanha (Pinto Bandeira). Nesses roteiros, a maioria (75%) das vinícolas são administradas por famílias. Destas, 84% possuem tradição em vitivinicultura.

Quanto à qualificação dos profissionais que recebem os turistas nas vinícolas, os alunos apuraram que 45,7% dos recepcionistas possuem ensino superior. Em 87% das cantinas, os recepcionistas são enólogos. Para o atendimento aos turistas, no entanto, a pesquisa aponta a necessidade de qualificar os profissionais que recepcionam os visitantes para que falem uma linguagem mais acessível e menos técnica. Ausência de uma abordagem maior sobre a história da vinícola e suas particularidades com o intuito de
agregar valor ao produto vinho foi outro ponto negativo detectado.

A proposta que fica é de que as vinícolas busquem um diferencial, revejam os roteiros de visitação e divulguem as várias formas de utilização da uva e do vinho na culinária, estética, saúde. Também é necessário que os empresários do enoturismo invistam em infra-estrutura adequada para os visitantes com necessidades especiais. "O maior desafio ainda continua sendo entender o que motiva o turista a procurar roteiros enoturísticos, porque enoturismo é encantamento e não apenas um produto", afirma Ivane. Outra proposta dos organizadores do estudo, é de que a pesquisa seja transformada em um guia exclusivo do enoturismo.

Quem é o enoturista

O enoturista ainda é uma figura pouco conhecida no Brasil, por isso a elaboração de um perfil é fundamental para o desenvolvimento do setor. Os primeiros traços desta personalidade começaram a ser desvendados pelo Estudo da Motivação dos Consumidores de Enoturismo da Região Uva e Vinho, também apresentado na quarta-feira (21).

A pesquisa realizado pelos alunos de Turismo em outubro e novembro, consistiu na consulta às vinícolas e agências de viagens, para a verificação de fluxo de visitantes. De acordo com o estudo, a maioria (33%) dos turistas que visitam as cantinas são de São Paulo, tem entre 31 e 50 anos (45%), viajam em grupo de amigos (48%) e o que motivou a visita foi o desejo de conhecer o processo de elaboração do vinho (40%), de conhecer a região (15%), apreciar o vinho (13%). Outros 13% só visitaram as vinícolas porque estava incluso no pacote turístico, 11% por curiosidade, 5% para degustar vinhos e 3% foram atraídos pela qualidade dos vinhos. "Os resultados da pesquisa são preliminares e necessitam de ajustes e de complementação de demais informações que não foram computadas", explica Janete.

Fonte: UCS
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