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UnB: 1¦ chamada em julho

      
A agonia de mais de 21 mil candidatos ao segundo vestibular da Universidade de Brasília acabou ontem. As provas de Ciências da Natureza e Matemática encerraram a maratona de estudos pelo menos até o dia 17 de julho, quando o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) divulga os nomes dos aprovados em primeira chamada.

O número total de abstenções dos candidatos ao campus do Plano Piloto chegou a 9,3%. Isso indica que mais de dois mil inscritos não compareceram aos locais de prova. No campus de Planaltina o indica foi maior: 18,79%, ou 78 candidatos, não fizeram os testes.

Segundo o coordenador Acadêmico do Cespe, Marcus Vinicius Soares, o número de ausências está dentro do normal. "Trabalhamos com um número de 5% a 11% de abstenções. Portanto, as faltas registradas neste vestibular estão dentro do esperado", avaliou.

Para o coordenador ainda é cedo para avaliar os números relativos ao campus de Planaltina, onde o número de ausências foi maior. "No primeiro vestibular do novo campus, registramos cerca de 20% de abstenção. Este número já recuou um pouco, mas ainda é cedo para diagnosticar o motivo dessas faltas. Muitos fatores podem influir", afirmou.

As provas aplicadas na tarde de ontem costumam tirar o sono de muitos candidatos. Matemática, Química, Física e Biologia são consideradas as vilãs do vestibular. "Não consegui dormir de tão nervosa. As 'exatas' sempre dão mais medo e trabalho", confessou Rebeca Rocha, 18 anos, candidata ao curso de Direito, o segundo mais concorrido deste vestibular.

Os gabaritos não-oficiais, divulgados pelos cursos de pré-vestibular, eram o tema principal das conversas antes da prova. "Eu preferi nem olhar. Tenho certeza que ia ficar nervoso. Optei por esperar o resultado oficial. Assim, não sofro por antecipação", disse Roniendison Albuquerque, 19 anos.

Uma estudante não conseguiu chegar a tempo e acabou perdendo a prova. Outra candidata passou mal durante a realização dos testes. "Nessa hora é difícil até sorrir. O nervosismo é tanto que não conseguimos pensar em mais nada. Só no vestibular", ressaltou Roniendison.

O gabarito oficial preliminar será divulgado dia 28. A segunda chamada dos aprovados acontece no dia 26 de julho.

Concorrência é o desafio para Rafãl

Aproximadamente 921 quilômetros separam o paulista Rafãl Lima da UnB. A barreira do espaço ele venceu com facilidade. Com o apoio da namorada e dos amigos, saiu de Campinas (SP) e chegou a tempo para o vestibular. Agora, ele se depara com outros desafios, certamente mais complexos. A exemplo dele, 829 candidatos sonham com uma vaga no curso de Relações Internacionais. O problema é que a UnB só pode oferecer 32. Sendo assim, ele disputa com quase 26 pessoas um cadeira universitária.

No primeiro dia de provas, ele se saiu bem. Língua Portuguesa, Literatura e Língua Estrangeira são o seu forte. Pouco antes de entrar na sala e iniciar as provas de exatas, o nervosismo atacou. "As provas de sábado estavam extensas, pesadas. Mas eu acredito que fui bem. O problema é hoje (ontem). Essas são as disciplinas que eliminam muitos candidatos", afirmou.

O barulho foi única queixa de Rafãl e de outros vestibulandos que fizeram as provas no campus da UnB. O local dos testes ficou próximo ao clube em que ocorreu a convenção do Partido dos Trabalhadores (PT), no sábado.

Discurso interfere

O discurso inflamado do presidente Lula irritou os estudantes. "O barulho atrapalhou demais. Conseguíamos ouvir tudo o que ele dizia. Os fogos de artifício também incomodaram. Eu tive que parar de fazer a prova. Não conseguia me concentrar", lembrou Rafãl. No domingo, sem discurso de candidato ou fogos de artifício, ele foi fazer as provas. "Muita gente deve ter falado mal do presidente na redação", brincou. O tema foi: "País rico, povo pobre".

O amigo Alexandre Simas, 18 anos, e a namorada Fabiana Ribeiro, da mesma idade, ficaram o tempo todo ao seu lado. "No primeiro dia esperamos ele terminar a prova. Ficamos até as 18h30 aguardando", contou Alexandre.

Sustentados pela crença no potencial de Rafãl, eles não se incomodaram. "Estamos confiantes e ele também. Afinal, ele cruzou quase mil quilômetros para estar aqui", disse Fabiana.
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