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Fisgando oportunidades

      
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Do Universia

A profissão ainda é pouco conhecida, mas o trabalho é cada vez mais valorizado pelo mercado. Parece até história de pescador, mas na última década, uma das áreas da Engenharia de Pesca, a Aqüicultura - criação de animais e plantas aquáticos -, cresceu 920%, tomando o lugar da pesca extrativista, que está chegando ao limite. E a tendência é que esse quadro melhore pelos próximos 20 anos.

No curso, que dura cinco anos, os estudantes aprendem todas as fases do desenvolvimento da pesca. Desde as matérias básicas de qualquer engenharia, como Física e Cálculo, até as mais específicas, que envolvem Topografia, Aqüicultura, Confecção de Aparelhos de Pesca e Técnicas de Captura, Navegação e Limnologia (estudo da ecologia de ambiente de água doce).

O profissional desta área tem um campo de trabalho bastante extenso. "O engenheiro de pesca pode trabalhar tanto na iniciativa pública, em instituições de ensino ou pesquisa, como na privada, em empresas e indústrias relacionadas a todas as áreas da produção pesqueira", afirma o coordenador do curso de Engenharia de Pesca da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), Robie Allan Bombardelli.

São quatro grandes áreas de atuação para o engenheiro de pesca: Aqüicultura, Pesca Extrativa, Tecnologia do Pescado (voltada para tecnologia de alimentos) e Manejo Ambiental. No dia-a-dia, o engenheiro é quem planeja, orienta os cultivos e assessora os pescadores sobre como praticar uma melhor técnica, tanto para capturar como para preparar os produtos para o consumo.

No Brasil, o grande pólo pesqueiro está no Nordeste, Norte e Sul. "Mas a mão-de-obra não se localiza somente no litoral, porque nosso país tem o maior potencial de água doce do mundo", explica o presidente da FãP-BR (Federação das Associações de Engenheiros de Pesca do Brasil), Leonardo Teixeira de Sales.

As perspectivas do mercado são otimistas. "Não há um horizonte de queda porque o Brasil é muito jovem nessa atividade. Acredito que nos próximos 15 ou 20 anos continuaremos crescendo na produção pesqueira", afirma Teixeira. O piso salarial é o mesmo de qualquer outra área da Engenharia, girando em torno de oito e nove salários mínimos, o que equivale a mais ou menos R$ 3 mil.

Há opções de trabalho também no exterior, já que o engenheiro brasileiro é muito bem visto lá fora. Tanto que muitos engenheiros do Brasil já atuaram ou atuam na FAO (Food and Agriculture Organization), uma organização internacional que trabalha com estatísticas, ordenamento e administração de recursos alimentares. Porém, Bombardelli ressalta: "Todo profissional de terceiro mundo sofre uma certa discriminação independentemente da profissão".

A maior dificuldade que os engenheiros de pesca encontram é a falta de reconhecimento da profissão, o que acaba dando espaço para biólogos, zoólogos e oceanólogos dentro da área. "Os primeiros profissionais que se formaram sentiram muita dificuldade em ter credibilidade, porque as pessoas não conheciam o trabalho. Mas é uma desvantagem que com o passar do tempo será superada", acredita o coordenador.

Para se dar bem na profissão, o engenheiro de pesca precisa ter conhecimentos de Informática, Língua Estrangeira e muita capacidade de adaptação a diferentes situações e lugares."O perfil desse profissional é de uma pessoa que realmente goste do campo de trabalho, de aventura, de ações ousadas, de ser participativo e criativo", completa Teixeira.

No Universia você pode encontrar mais informações sobre o curso de Engenharia de Pesca. Clique aqui para descobrir quais instituições oferecem graduação na área.

Confira abaixo os motivos que levaram um vestibulando, um graduando e um profissional a escolher o curso de Engenharia de Pesca:

Idade: 19 anos

Caloura do curso de Engenharia de Pesca
Micheli Zaminham
Idade: 21 anos

Onde estuda:Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná)
Bruno Olivetti de Mattos
Idade: 27 anos

Profissão: Gerente Geral de Produção da Oitavo Mar Pescados S/A
Rodrigo Campagnolo
Vestibulando - Por que escolheu a profissão?
Escolhi Engenharia de Pesca por ser uma profissão da área de Ciências Agrárias relacionada ao meio ambiente, pois é a área que tenho mais habilidade e desejo atuar.
Graduando - Por que escolheu a profissão?
Apesar de ser uma profissão "diferente" aos olhos da sociedade, eu ingressei neste curso porque gosto do cultivo de organismos aquáticos, principalmente dos peixes e da manipulação do meio em que vivem.
Profissional - Por que escolheu a profissão?
Por gostar de organismos aquáticos, da pesca extrativa e, principalmente, por ser uma profissão promissora e com amplo campo de trabalho.
Vestibulando - O que espera do curso?
Espero continuar adquirindo conhecimentos a cada dia, tornando as aulas mais produtivas e podendo realizar projetos de pesquisa. Para que eu me torne uma profissional apto para o mercado de trabalho. Entrei no curso consciente das disciplinas, por isso não fui surpreendida.
Graduando - O curso corresponde às suas expectativas?
Com certeza. Cada dia que passa fico mais apaixonado pela profissão e com uma expectativa muito boa para que quando sair da faculdade eu possa trabalhar na área que escolhi.
Profissional - O curso correspondeu às suas expectativas?
Sim, é um curso multidisciplinar e que possibilita ao estudante escolher entre a área da pesca extrativa, da produção de organismos aquáticos, da ecologia aquática, pesquisa, extensão, entre outros.
Vestibulando - Quanto espera ganhar depois de formado?
O piso salarial de um engenheiro de pesca é nove salários mínimos. Entretanto, pela nossa ampla área de atuação, há vários nichos de mercado a serem descobertos e explorados, proporcionando maiores rendimentos.
Graduando - Quanto espera ganhar depois de formado?
Depois de formado espero conseguir um bom emprego, onde eu possa crescer como engenheiro de pesca. O salário seria conseqüência do meu desempenho.
Profissional - Quanto ganha?
Ganho dez salários mínimos, o que equivale a R$ 3500.
Vestibulando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
O que eu vou encontrar de melhor é a ampla área de atuação que o curso fornece, facilitando, assim, a minha entrada no mercado de trabalho. Principalmente no que diz respeito ao meio ambiente, que está passando por uma série de problemas e necessita de profissionais para realizar projetos que tragam benefícios.
Graduando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
Um mercado de trabalho aberto, que está cada vez mais precisando de bons profissionais para trabalhar na área.
Profissional - O que acha de melhor na profissão?
Trabalhar com a produção de alimentos.
Vestibulando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Por ser um curso novo nas regiões Sul e Centro-Oeste, as pessoas não têm informação sobre o que faz o engenheiro de pesca, o que diminui a demanda para os profissionais (como muitos não conhecem, abrem-se poucos concursos específicos para engenheiros de pesca). Outra dificuldade será a escassez de água, que já está sendo enfrentada, e pode limitar o nosso trabalho.
Graduando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Uma concorrência enorme com profissionais de outras áreas que podem, apesar de não terem o mesmo conhecimento que um engenheiro de pesca, atuar no lugar do mesmo.
Profissional - O que você acha de pior na profissão?
O desconhecimento do público em geral sobre a profissão do engenheiro de pesca.
Vestibulando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
? uma profissão promissora, que está no auge no país. Há poucos profissionais formados, e uma ampla área de atuação, sendo algumas delas: Aqüicultura, Ecologia, Planejamento e Investigação Pesqueira, Máquinas e Motores, Microbiologia. E o engenheiro pode atuar tanto no setor público quanto no privado.
Graduando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
O profissional da Engenharia de Pesca está ganhando mais espaço no mercado de trabalho, antes ocupado por profissionais de outras áreas. Existe também uma maior integração entre os engenheiros de pesca, que estão criando associações para se tornarem mais fortes frente as outras profissões.
Profissional - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Crescimento, ou seja, o Brasil apresenta um dos maiores potenciais para a aqüicultura continental e marinha do mundo, além da pesca. A Aqüicultura se apresenta como uma das atividades de produção de alimento que mais cresce no mundo atualmente. Vejo que os futuros profissionais devem exercer a profissão obedecendo aos conceitos do desenvolvimento sustentável, baseado na eficiência econômica, na equidade social e na prudência ecológica, permitindo produzir e explorar organismos aquáticos ao longo do tempo.
Vestibulando - Que dica você daria a estudantes que estão em dúvida entre Engenharia de Pesca e outras áreas?
O curso engloba ciências agrárias voltado ao desenvolvimento de tecnologias que relacionem Engenharia de Pesca e meio ambiente, de modo a garantir o desenvolvimento do setor pesqueiro em bases sustentáveis com diversas áreas de atuação e nichos de mercado a serem explorados, sendo uma profissão promissora mas que exige muita dedicação.
Graduando - Que dica você daria aos estudantes interessados em Engenharia de Pesca?
Para quem gosta de trabalhar com organismos aquáticos, essa é a profissão. Mas é um curso que exige muito do estudante nos primeiros dois anos, pois envolve muito cálculo e física como qualquer outra engenharia. Depois começa a ficar interessante, já que envolve diretamente matérias relacionadas de uma forma específica com a profissão. Mas, como toda profissão, exige do profissional muito esforço e dedicação.
Profissional - Que dica você daria aos alunos interessados nesta profissão?
Que visitem a estrutura das universidades que oferecem o curso e que busquem manter contato com profissionais que estão exercendo a profissão, a fim de obter informações mais específicas sobre a Engenharia de Pesca.
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