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Reconhecimento através da especialização

      
A busca de capacitação e reconhecimento para profissões ainda não regulamentadas está levando diferentes entidades a apostarem na criação de cursos de pós-graduação. Via de regra, são setores - seja de atividade nova ou antiga - em que atuam pessoas com formação universitária variada. São os casos dos docentes de cursos profissionalizantes, dos bioinformatas e dos administradores de imóveis.

Juntas, entidades de classe e instituições de ensino

Para o projeto de um MBA, a Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) firmou parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O curso "Gestão de negócios imobiliários", que começa em agosto, é o primeiro passo para um projeto maior do setor: a auto-regulamentação, a exemplo do que existe hoje na área publicitária, que criou o Conar.

- Há uma presença grande de advogados, administradores, economistas e engenheiros nesse segmento. Mas sentíamos que faltava dar a esses profissionais uma visão mais ampla e aprofundada do setor, o que vai do empreendedorismo a questões urbanas; da ética às práticas do mercado no Brasil e no mundo - frisa Rogério Quintanilha, coordenador do MBA por parte da Abadi.

Já o Senac Rio está lançando a pós-graduação "Docência para educação profissional". A idéia, diz Marcia Castelucio, gerente do Centro Politécnico da entidade, é corrigir uma deficiência histórica de formação:

- A maior parte desses docentes era selecionada exclusivamente em função da experiência profissional na área técnica. Mas há a necessidade de uma formação específica. No curso, a teoria e a prática serão desenvolvidas de forma simultânea e integrada: da ação para a reflexão e da reflexão para a ação - explica Marcia, destacando que essa é a única especialização do país que prepara docentes para dar aulas em cursos profissionalizantes.

Quintanilha também busca dosar, no curso de MBA, a mistura entre especialistas do setor e mestres em diferentes áreas do conhecimento:

- O que se busca é uma visão mais holística do setor em que se atua. Não há mais espaço para o profissional centrado em seu próprio umbigo.

Tudo a ver com uma profissão que começa a se desenvolver no país: a dos bioinformatas - que desenvolvem de seqüências genéticas a substâncias de plantas e moléculas para fabricação de novos remédios. A atividade, que mistura conhecimentos de informática e biologia, está atraindo profissionais variados como os da área de ciência de computação, médicos, enfermeiros, físicos, biólogos e agrônomos.

Curso formatado para suprir deficiências dos dois lados

Foi para formar esse profissional que a Universidade de São Paulo (USP) lançou uma pós-graduação que reúne vários de seus institutos.

- A especialização surgiu para suprir a deficiência das duas pontas. Não dá para analisar dados de uma cadeia de genomas, se não se tiver, de um lado, conhecimento de informática para operar o sistema e, do outro, conhecimento de biologia para analisar os dados: o curso tem que ser interdisciplinar - frisa a agrônoma Elaine Carrer, coordenadors do projeto de Bioinformática da USP.
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