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Notícias

UFMG expõe mostra Olhar Diamantina

      

O Espaço Expositivo da Reitoria da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) (campus Pampulha) recebe, a partir desta quarta-feira, 28 de junho, às 17h, a mostra Olhar Diamantina, constituída por um conjunto de trabalhos de seis artistas que retratam, em diferentes técnicas, a paisagem física e espiritual daquela cidade. Os artistas foram convidados do projeto especial Artista em residência e os trabalhos executados durante o 37º Festival de Inverno da UFMG, realizado em Diamantina em julho de 2005.

Participaram do projeto o gravador Clébio Maduro, o escultor Fabrício Fernandino, o desenhista Mário Azevedo, o pintor Mário Zavagli e o fotógrafo Paulo Baptista. Além dos trabalhos a serem expostos, o resultado do projeto Olhar Diamantina está contido também no livro homônimo, que vai ser lançado na abertura da mostra, juntamente com o catálogo daquela edição do Festival de Inverno e do livro Diálogos: literatura e artes visuais, também produzido no Festival, com a participação de alunos, professores e artistas convidados.

Exposição

Na exposição Olhar Diamantina, Clébio Maduro mostra seis gravuras em metal, nas dimensões 50cmx40cm, que retratam o antigo prédio do hospício da cidade, a chamada Casa dos loucos, hoje em processo de degradação física. "O casarão foi um ponto de partida: ele fez com que eu tomasse um rumo dentro da paixão desenfreada para desenvolver a proposta de gravar a cidade", diz o artista.

O escultor Fabrício Fernandino exibe um conjunto de 20 fotografias, nas dimensões 80cmx60cm, das intervenções que realizou no ambiente urbano e paisagístico da cidade e seu entorno. "Criei alguns trabalhos que relacionavam a cidade à sua história e venho fazendo uma série de outros: são esculturas, intervenções ambientais, fotografias e anotações", explica Fernandino.

Mário Azevedo comparece com 27 aquarelas nas dimensões 20cm x30cm. "O que estou construindo é uma tentativa de compreensão, um mapa, um esquema, enfim. Para mim é uma tentativa de explicação da cidade, é o registro plástico de um processo", diz ele. E completa: "Abro a janela de manhã e minha vista se perde, não encontra o final da planície. Em alguns desenhos tento captar isso."

Mário Zavagli optou por traduzir a cidade por meio da pintura. Ele apresenta na exposição Olhar Diamantina cinco grandes telas no formato 2mx2m, inspiradas no conceito latino de vanitas (vaidade), tema caro ao barroco colonial brasileiro, na suas figurações da morte. Com isso, o artista alerta para a possibilidade de descaracterização da cidade. "Algumas igrejas como a de São Francisco estão num estado lamentável. Isso me choca e provoca a idéia da morte, das coisas que estão escoando para o nada", comenta Zavagli.

O fotógrafo Paulo Baptista dedicou-se, durante sua estada em Diamantina, a percorrer os arredores da cidade, fixando a magnífica paisagem da região. Desse trabalho, selecionou sete fotografias, ampliadas em formato 40cm x 60cm, que ele escolheu para mostrar na exposição. "Meu trabalho de expressão pessoal em fotografia está quase todo ligado à paisagem natural. E, em Diamantina, o natural é o entorno da cidade, um lugar onde venho trabalhando há bastante tempo", explica.

A exposição Olhar Diamantina está registrada também em livro, com 88 páginas, que será lançado na abertura da exposição, junto com um catálogo de 106 páginas contendo um retrato sumarizado de todas as atividades desenvolvidas durante o 37º Festiva de Inverno da UFMG, realizado de 17 a 30 de julho de 2005 naquela cidade.

* Com informações da Assessoria de Imprensa da UFMG

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