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UNIVALI: Projeto de extensão

      
A identidade cultural de uma comunidade local, principalmente pescadores (na região de São José), se vê, a cada ano, mais ameaçada. O assoreamento da baia e a poluição são ações muito fortes sobre a região da foz do rio Imaruim, na divisa de São José com Palhoça. A possibilidade de preservar essa identidade se torna mais remota na medida em que a poluição e o assoreamento são incessantes no atual processo de crescimento da região.

Mas, um projeto de extensão realizado pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) busca mudar esse cenário e gerar como resultado alertas e indicadores para que a história da região seja transformada. Trata-se da criação de uma escolinha de vela, que atendera crianças, adolescentes e jovens. Nessa escola, a aprendizagem da navegação à vela será o atrativo principal, tendo como plano de fundo a educação ambiental e manutenção da tradição na vila de pescadores e criadores de mariscos, que residem na região.

O projeto de extensão universitária, orçado em R$ 20 mil reais, atende diretamente as comunidades dos bairros Ponte do Imaruim e Ponta de Baixo. Na primeira etapa serão formados de 16 a 20 velejadores de monotipos com 30 horas de aulas teóricas e mais 30 horas de aulas práticas, que iniciam no segundo semestre de 2006. O alvo são jovens entre 11 e 16 anos entre meninos e meninas. Na segunda fase, o projeto vai preparar os jovens para atuar como instrutores auxiliares de vela e na área de reparos e concertos de barcos de fibra e madeira.

"O trabalho é lento e o resultado demorado", observa o coordenador do curso, professor Henrique José Souza Coutinho, dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia de Computação e Engenharia Industrial/Mecânica do Campus da Univali em São José, mas reforça a importância de semear o conhecimento antecipadamente para atingir resultados ambientais e educacionais na comunidade: "Além dos benefícios diretos do programa, ele cria atividades para crianças e adolescentes que passam as tardes na rua, já que desvios comportamentais iniciam nessa fase", esclarece.

A relevância e a justificativa social do projeto são encontradas na apresentação da educação ambiental de uma forma prática, e de uma forma de lazer pouco conhecida até mesmo pelos experientes pescadores da região de inserção do projeto. Junto a este objetivo principal esta associada ainda a sustentabilidade da escola e a possibilidade do envolvimento profissional dos jovens com o lazer, esporte e confecção de produtos náuticos.

Projeto prevê escola auto-sustentável

A vela é um aprendizado continuo. Dessa forma, na segunda etapa do projeto, oito alunos da primeira etapa são convidados a participar de uma especialização em embarcações de maior porte, como veleiros de 17 a 30 pés, quando começam a ser formados os aprendizes de instrutores. Com isso os alunos aprendem sobre a manutenção de barcos de fibra, fazendo possíveis pequenos reparos, quando necessário.

Para atingir os objetivos a Univali e a Organização Não Governamental Sociedade João Paulo II, que atua na região, disponibilizaram recursos humanos qualificados, assim como as Secretarias de esportes dos municípios mencionados. A Associação de Pescadores da Ponte do Imaruim também participa do projeto oferecendo a sede para as atividades teóricas e práticas da escola. A expectativa é que em três anos a escola possa se auto-sustentar utilizando os recursos de seus parceiros e seus próprios recursos humanos gerados, para atender a comunidade e outras regiões.

Pelos planos, já no segundo semestre de 2007 a escola terá conseguido atingir um potencial, na forma de recursos humanos treinados e infra-estrutura básica para atender não só a comunidade local mas também outras áreas de laser como a Avenida Beira Mar de São José, aponta o professor Henrique, coordenador do projeto. Ele ressalta ainda que o projeto também envolverá os alunos do curso de Engenharia Industrial/Mecânica, na realidade social local, pela participação e preparação de aulas expositivas relacionando teoria e prática.

Esporte, lazer, responsabilidade e preservação

Ainda na fase de planejamento a escola já conta com cinco barcos. Cada grupo de quatro alunos fica responsável por um barco. Ou seja, encarregados do transporte, montagens e desmontagens, lavação e outras atividades. Em cada uma das saídas, inicialmente, dois alunos comandam um barco, e dois permanecem com o instrutor e com o barqueiro observando ordens e comandos para manobras.

A escola de vela é gratuita. Para participar os alunos precisam estar regularmente matriculados nas escolas da região e da aprovação de seus pais. Os resultados da ação se manifestam de varias formas, desde a mudança de habito em relação ao descarte do lixo, aprendizado e pedido de implantação de novos tratamentos de efluentes as autoridades competentes, até em uma nova opção de lazer, ainda pouco conhecida na região.

Fonte: Univali
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