text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Mulheres são as que mais concluem os estudos no Brasil

      
Em todos os níveis de ensino, as mulheres são as que mais chegam ao fim e conquistam o diploma ou certificado. A diferença entre os sexos é maior no ensino superior, no qual 62,6% dos concluintes são mulheres.

As informações são do Censo Escolar e Superior de 2004, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). De acordo com o órgão do Ministério da Educação, a diferença pode se dever à necessidade dos homens de ingressarem antes no mercado de trabalho.

O número de matriculados no ensino superior também favorece aquele que já foi chamado de sexo frágil. Entre os universitários de todo o país, 56,4% são mulheres, sendo que, na sociedade, 51,3% da população é do sexo feminino.

Em todas as regiões do país há mais mulheres do que homens na faculdade. A região Norte é a que apresenta maior disparidade: lá são 59,7% de mulheres no campus e 40,3% de homens. No ensino médio, o número de concluintes é um pouco mais próximo. Nessa etapa, os homens são 43,3%. No ensino fundamental, as porcentagens dos que concluem se aproximam ainda mais: o sexo masculino representa 46,3% das conclusões.

? apenas no ensino fundamental que os homens são a maioria dos matriculados: eles são 17.395.062, e elas, 16.617.372. O que dá 51,1% de homens e 48.9% de mulheres.

Sexo feminino opta mais por área de saúde

Apesar de todo o espaço que as mulheres conquistaram no último século, ainda há profissões praticamente só de homens e outras majoritariamente femininas. Na hora da escolha de carreira no vestibular, fica bem claro: as meninas optam por cursos na área de saúde, e os meninos, na de engenharias e informática.

Mesmo assim, o curso clássico da área de saúde - a tradicional medicina- ainda é dominado por homens. Na Fuvest, as mulheres são 63% dos inscritos, porém apenas 38,4% dos aprovados, ou seja, a proporção de homens e mulheres praticamente se inverte.

O duelo entre os sexos por uma vaga na carreira mais disputada da USP se reproduz na casa de Murilo e Thays Delboni Abib, 22. Os gêmeos vão tentar uma cadeira em medicina pela quinta vez neste ano. "Se a gente passar numa faculdade particular, vamos ter de tirar na moedinha para ver quem vai fazer o curso", brinca Thays.

Apesar de as estatísticas estarem a favor do sexo masculino, no caso dos dois, cada um enfrenta suas vantagens e desvantagens. "Eu sou mais tranqüilo. Não me cobro tanto quanto ela. Nunca chorei por causa de provas. Ela já estoura fácil, o emocional está muito mais abalado", afirma Murilo.

Ela argumenta que a nota dos dois é bem semelhante. "Quando tem questão dissertativa, vou melhor do que ele. Quando é teste, ele vai melhor. Eu me dou melhor na parte de humanas e de interpretação. Ele é melhor em exatas."
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.