text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Cirurgião-dentista norte-americano visita UNESP/Araraquara

      
O cirurgião-dentista Keith L. Kirkwood, do Departamento de Biologia Oral e Periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Michigan, Ann Arbor, EUA, visitou, em maio último, a Faculdade de Odontologia (FO) da UNESP, campus de Araraquara.

Periodontista diplomado pela Academia Americana de Periodontia (AAP) e agraciado com o Prêmio Tarsson da AAP como pesquisador de maior destaque em Periodontia em 2005, realizou palestra e seminário de pesquisa com o tema "Regulação da Expressão Gênica na Resposta Inflamatória" para professores e alunos do Programa de Pós-Graduação em Periodontia.

Também ministrou um curso de extensão sobre "Modulação do Hospedeiro no Tratamento da Doença Periodontal" para alunos de graduação, pós-graduação e cirurgiões-dentistas. A visita foi apoiada pela Direção da Faculdade de Odontologia de Araraquara e também pela CAPES.

A entrevista a seguir foi realizada pelo docente da FO Carlos Rossa Jr, do Departamento de Diagnóstico e Cirurgia, que trabalhou por dois anos no laboratório de Kirkwood em estágio pós-doutoral.

Pergunta: Esta foi sua primeira visita ao Brasil. Você pode, por favor, dar suas impressões sobre a pesquisa em Periodontia feita na FO?

Kirkwood: Minha primeira impressão foi a diversidade da pesquisa em Periodontia feita aqui. Desde ciência básica até estudos clínicos, incluindo trabalhos sobre implantes,modificação da superfície radicular, e influências da nutrição e diabetes sobre a doença periodontal. Este nível de complexidade da pesquisa propicia aos alunos uma melhor oportunidade de aprendizagem a partir de seus professores e colegas pesquisadores.

P: O que atraiu você à Periodontia como especialidade clínica e área de pesquisa?

Kirkwood: A Ciência envolvida. Eu sempre fui atraído à Periodontia pela Imunologia envolvida e eu permaneço interessado nesta área em geral em meus projetos de pesquisa atuais.

P: O senhor acredita que a ênfase na Periodontia no programa de Graduação em Odontologia nos Estados Unidos é adequada? E entre os cirurgiões-dentistas que estão praticando, a Periodontia é valorizada?

Kirkwood:: Em geral, em acredito que a ênfase é adequada na Graduação, contudo também acredito firmemente que a Periodontia é algumas vezes percebida como um "obstáculo" prévio ao início do tratamento restaurador pelos estudantes. Esta atitude é freqüentemente levada à prática clínica pelos cirurgiões-dentistas, que não abordam o problema periodontal adequadamente devido à dificuldade em convencer os pacientes da importância e necessidade deste tipo de tratamento. Como conseqüência desta falta de ênfase juntoo ao paciente, estes não estão conscientes de sua importância até que a doença esteja muito avançada e seja impossível realizar o tratamento.

P: O senhor pode comentar sobre seus interesses específicos em pesquisa?

Kirkwood: Meus interesses em pesquisa têm evoluído nos últimos anos. Meu treinamento em Pós-Graduação foi feito em Ciéncia Básica, Biologia Molecular, com ênfase especial em Farmacologia. Com a fusão destes interesses e treinamento, o foco do meu laboratório é o entendimento de mecanismos fundamentais na regulação da expressão gênica em condições inflamatórias, como a periodontite, conhecimento este que pode ser explorado com objetivos terapêuticos.

P: O que você considera como uma grande descoberta em pesquisa que pode afetar a prática diária da Periodontia ?

Kirkwood: É difícil responder esta questão. Coletivamente, eu diria que a associação entre doenças periodontais e doenças sistêmicas teve um significativo impacto na maneira como a Periodontia é interpretada atualmente tanto pelos pacientes como pelos profissionais de saúde, especialmente os dentistas.

P: Como você imagina que a Periodontia vai ser praticada daqui a 10 anos ?

Kirkwood: Acredito que a prática da Periodontia vai incluir maior ênfase no tratamento com implantes. Interesses comerciais estão induzindo a esta conduta e os próprios pacientes têm requisitado este tratamento com freqüência cada vez maior. O resultado final desta ênfase em implantes pode não ser exatamente o que desejaríamos, pois pode envolver maior necessidade de lidar com falhas e insucessos dos implantes.

Fonte: UNESP
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.