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ProUni: bolsistas contestam ministro

      
Bolsista integral do programa "Universidade para todos", o ProUni, há um ano e meio, o calouro de Farmácia da Universidade Gama Filho, Jovenilson Jesus Macieira, conta que precisou trancar o curso por um semestre. O motivo: falta de dinheiro para arcar com as despesas de transporte e material didático. "Estou desempregado e não tenho como bancar todos os custos. Preciso pegar duas conduções. Por enquanto, tenho pedido dinheiro emprestado, mas às vezes as pessoas não têm como ajudar".

Segundo ele, a falta de assistência financeira aos bolsistas, e não a proibição da divulgação do programa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como alegado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, foi a grande responsável pela queda na procura pelas bolsas do programa. Das 47.059 vagas oferecidas para este semestre, cerca de 7% (3.445) não foram preenchidas. O TSE proibiu a veiculação de campanhas de todas as áreas do governo federal, devido à proximidade das eleições presidenciais de outubro.

Este é apenas um dos casos de dificuldades enfrentadas por jovens atendidos pelo programa. Eles reconhecem a importância do programa, mas apontam que a principal deficiência do ProUni é a falta de uma política de assistência estudantil vinculada às bolsas. "Mesmo eu recebendo bolsa integral, isso não é suficiente para que eu possa freqüentar as aulas plenamente", lamenta Jovenilson. O aluno, porém, diz que o programa é importante para incluir alunos carentes no ensino superior. "O programa tem a sua importância, já que é uma alternativa para a falta de vagas nas instituições públicas. A única lacuna é, realmente, a falta de uma assistência financeira aos bolsistas", resume.

Bolsa-auxílio somente para cursos integrais

Outra bolsista, Evelin Munan, caloura de Enfermagem da Estácio de Sá, também acredita que muitos estudantes deixaram de se inscrever porque já previam as dificuldades que encontrariam para se manter na universidade. "Há cursos, como o meu, em que os gastos são muito altos, mesmo não sendo em período integral", destaca, lembrando que o governo concede uma bolsa-auxílio apenas para os bolsistas que possuem desconto integral, de 100% do valor da mensalidade, e fazem cursos em período integral. Tanto Jovenilson como Evelin recebem bolsa integral do ProUni, mas como seus cursos não são em período integral, o MEC não lhes concede a bolsa-auxílio.

Apesar das críticas, a universitária não deixa de reconhecer que o programa do Ministério da Educação já está conseguindo atingir um dos seus principais objetivos: incluir alunos carentes. "E o principal é que o aluno não entra pura e simplesmente porque é carente, ele tem que ter um bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A partir deste resultado, e do seu esforço em conseguir uma boa colocação no Enem, ele consegue ingressar na faculdade sem tanta burocracia", elogia.
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