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Conselho exige lei para fechar faculdade de Paulínia

      
O Conselho Estadual de Ensino (CEE) declarou ontem que a Fundação de Pesquisas, Estudos Sociais e de Políticas Públicas (Fupespp) de Paulínia só poderá encerrar atividades caso seja criada uma nova lei municipal. O fato de a Instituição mantenedora do Instituto de Ensino Superior de Paulínia (IESP) ter sido criada através da legislação municipal obriga o prefeito Edson Moura (PMDB) a levar um projeto de lei para a votação na Câmara dos Vereadores, segundo afirmou o CEE.

Na tarde de ontem, pelo menos 100 alunos seguiram com os protestos e caminharam com faixas, caixas de som e microfone do campus da faculdade até o Fórum municipal. Logo depois, seguiram para a Câmara. Os estudantes levaram um novo companheiro nas manifestações no carro de som: um boneco de pano que tentava imitar a imagem do prefeito Moura.

Durante o protesto, alguns alunos da faculdade recordaram a matéria publicada no Diário Semanal do Município de número 633, no último dia 12 de Junho, que explicava a intenção da Prefeitura em "criar novos cursos e ampliar o número de vagas na faculdade". Para alguns universitários, a notícia nem mesmo chegou a convencer. "Depois que começamos a manifestar, eles publicaram esta notícia, mas logo depois nos avisam que a faculdade vai fechar para que seja construída uma creche?", questionou o estudante do 3 ano de administração pública, Benedito Francisco Ferreira.

O aluno do 5 semestre de administração pública, João Paulo Cavalcanti, também mostrou que continua lutando pela continuidade do funcionamento da faculdade, embora tenha sido preso na tarde de anteontem, durante os protestos. "A Guarda tentou impedir que um carro que nos escoltava passasse. Aí, fui falar com eles, mas um guarda me empurrou e, como mostraram as imagens, eles me seguraram através do enforcamento. Depois me jogaram no carro para levar até a polícia. Passavam reto nas lombadas e eu, como estava algemado, fiquei bastante machucado. Até soco no estômago levei ontem (anteontem)?, disse o estudante, que pagou uma fiança de R$ 500,00.

Por volta das 15h, os estudantes pararam o trecho entre as avenidas José Paulino e Pio XII, no Centro de Paulínia e, em uma roda, diziam estar sem lugar para ter aula. "Já que não temos onde estudar. Já que nos deixaram na rua, vamos sentar aqui mesmo e ter aula. Só nos restou a rua", discursou o presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE), Ricardo dos Reis.

Pelo menos 50 alunos continuam acampados em frente à faculdade. Em forma de revezamento, o protesto segue para o 25 dia e, segundo a professora de informática Raquel Chibabi, os funcionários ainda não foram informados sobre nenhuma decisão. "Estamos perdidos e sem informações. E olha que já cansamos de procurar a Prefeitura", explicou. O movimento foi finalizado em frente à Câmara Municipal.

Os alunos tomaram o espaço interno da Câmara e receberam uma "aula" do professor de sociologia e ciência política da faculdade, Glauco Barsalini, que falou sobre a educação no Brasil. "Convido a todos para uma aula, já que não temos mais espaço na faculdade", declarou. Em um ato simbólico, alguns estudantes "lavaram" a frente do Legislativo com sabão e água. "Vamos limpar essa corrupção", diziam.

De acordo com o advogado dos alunos e professores, José Acurcio Cavaleiro de Macêdo, o agravo de instrumento pedido no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) para cassar a liminar de reintegração de posse do campus foi negado ontem. Hoje à noite, os interessados no caso se reunirão em Campinas.
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