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PUC-Campinas demite 81 docentes

      
Um total de 81 dos 950 professores da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) foram demitidos ontem com a implantação da primeira fase do plano de carreira docente da instituição, aprovado no final do ano passado. Deste total, 69 educadores são profissionais com tempo de casa entre dois e 30 anos. Eles foram desligados porque não conseguiram atingir a jornada de trabalho mínima de 10 horas de ensino semanais ou não tiveram êxito no processo seletivo dos projetos de pesquisa e/ou extensão ou de gestão do ensino de graduação - ambas uma exigência do novo plano - ou ainda que simplesmente optaram por não participar da seleção, segundo o reitor da PUC-Campinas, o padre Wilson Denadai. Os outros 12 demitidos são docentes em situação de substituição, que têm contratos de trabalho com término hoje.

Os nomes dos demitidos foram homologados na tarde ontem, pelo Conselho Universitário (Consun) e não foram divulgados porque muitos ainda não foram comunicados. "Não se trata de demissões por força de crise financeira ou por arbitrariedade", disse Denadai. A meta da PUC-Campinas, segundo o reitor, é ter 1/3 dos professores em regime de tempo integral na instituição. Para isto, a PUC-Campinas abriu inscrições para os docentes que quisessem apresentar plano de pesquisa e/ou extensão e de gestão do ensino de graduação, optando pela jornada de 40 horas semanais. Não puderam se inscrever 80 docentes que já vinham em período integral, desde o plano antigo, da década de 90, e mais 50 professores que estavam no "top da carreira".

"Duzentos professores apresentaram plano", disse o reitor. Cerca de 100 educadores tiveram seus projetos aprovados. "Não houve contaminação no processo porque houve banca interna e externa", garantiu o reitor. Estes professores terão 20 horas semanais dedicadas ao ensino e outras 20 horas à pesquisa e/ou extensão. O restante - 639 professores horistas - terá de dedicar, no mínimo, 10 horas de ensino semanais ou, no máximo, 36 horas. Boa parte das demissões aconteceu porque os professores com planos aprovados tiveram prioridade na escolha na atribuição das aulas. Os horistas tiveram de escolher as aulas que sobraram e alguns ficaram sem, sendo alguns demitidos.

Também os gestores, desde o reitor até os coordenadores de núcleos, apresentaram plano de trabalho até a gestão de 2010 e também concorreram a composição de jornada mínima de 10 horas de ensino. O próprio reitor voltará a dar aula no segundo semestre da disciplina de psicopatologia. No segundo semestre, cerca de 120 professores poderão optar pelo regime de tempo integral, com a abertura das inscrições para novos projetos. "Por isto, não estão descartadas novas demissões", disse o reitor. Para implantar o plano, a PUC-Campinas terá de investir R$ 7 milhões.

A vice-reitora Angela de Mendonça Engelbrecht e os pró-reitores de Graduação (Germano Rigacci Júnior) e de Pesquisa e Pós-Graduação (Vera Engler Cury) afirmaram que outra ferramenta que melhorará o ensino será a avaliação sistematizada de toda a comunidade acadêmica. A presidente da Associação dos Professores da PUC-Campinas (Apropuc-Campinas), Viviana Aparecida de Lima, informou que as demissões estavam previstas por conta do início da implantação do plano e que também não tinha conhecimento dos nomes dos demitidos.


A FRASE

"Há professores antigos demitidos, que já estavam aposentados (pelo INSS)."
PAULO DE TARSO BARBOSA DUARTE (Pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários)
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