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Docentes da UFSC reagem ao corte de salários

      
Os docentes da UFSC admitiram ontem à tarde, em assembléia da Associação dos Professores da Universidade Federal de Santa Catarina (Apufsc), a possibilidade de bloquear as notas do semestre em andamento, que se encerra dia 2.

A medida, explicou Armando Lisboa, presidente da Apufsc, seria um retaliação da categoria à decisão judicial que determinou o corte de até 26% nos salários dos professores da universidade não seja revertida.

O bloqueio impediria o início do semestre seguinte, marcado para 19 de março. A categoria também não descarta a realização de uma greve.

Desde ontem, a categoria está em "estado de assembléia geral", ou seja, que, a qualquer momento pode ser convocada uma reunião para deliberar sobre assuntos como a deflagração de uma greve. Nos próximos 10 dias, a associação avaliará, juntamente com a comunidade universitária, uma possível inviabilização do primeiro semestre de 2007.

Redução afeta mais de 1,8 mil professores

Ainda ontem, a Apufsc impetrou mandado de segurança contra a decisão da 3¦ Vara do Trabalho de Florianópolis, que determinou a redução salarial dos docentes.

O corte, solicitado pela Advocacia-Geral da União, corresponde à suspensão do pagamento da Unidade de Referência de Preços (URP), recebida pela categoria desde 1990, em razão de perdas salariais com os planos Bresser (1987) e Verão (1989).

A Apufsc também aguarda o julgamento do mérito do processo, que está sendo analisado pela Justiça Federal em Brasília. Os professores têm esperança de que a avaliação ocorra em até 30 dias e resulte em reversão da medida.

Caso a decisão seja mantida, 1.823 professores da ativa e aposentados sofrerão cortes que, somados, chegam a R$ 3 milhões mensais, já a partir da próxima folha de pagamento.

Em entrevista coletiva concedida pela manhã, o reitor Lúcio Botelho afirmou que a reitoria está solidária com os professores. Ele acredita que o corte nos salários pode afetar a atividade dos docentes em sala de aula. Botelho também frisou que os professores têm uma defasagem salarial desde a época de alta inflação, e que este seria o momento de se discutir a valorização dos docentes e o pagamento de melhores salários.
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