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Aula na lama

      
Anelisa Lopes

Cerca de 600 estudantes de 12 Estados participaram da 13¦ edição da Competição Baja Sã Brasil-Petrobras, em Piracicaba, no fim de semana passado.

O Centro Universitário da FEI, de São Bernardo, garantiu os dois primeiros lugares (cada equipe pode concorrer com até dois carros). A terceira colocação ficou com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), seguida pela Escola de Engenharia São Carlos, da USP.

Como premiação, as equipes da FEI, da UFMG e da USP vão marcar presença na Sã Baja RIT, em Rochester, EUA, prova organizada pela Sã International, em junho.

Para competir, os estudantes de Engenharia passam por uma etapa de projeto e construção de carros off-road na faculdade.

Para participar, os bajas criados devem passar por avaliações estáticas (conforto, qualidade de montagem e originalidade), dinâmicas (tração, manobrabilidade, aceleração, frenagem, velocidade máxima e subida de rampa) e um enduro de resistência de quatro horas em pista de terra. Todos os carros utilizam um motor padrão de 10 cv de potência e devem ter quatro ou mais rodas.

Segundo o coordenador do curso de Engenharia Mecânica da FEI, Roberto Bortollussi, neste ano, as equipes conseguiram reduzir a massa do carro em 20 quilos em comparação ao ano passado e utilizaram novas tecnologias, como sistema de telemetria.

Rafãl Giannetti concluirá o curso com sabor de vitória. "O grupo não é obrigado a saber tudo sobre o carro, mas deve ter força de vontade para aprender. A união é a palavra que resume este resultado maravilhoso", comemora o capitão da equipe da FEI.

A estudante Rachel Kuan Zien de Mello, da Universidade Federal Fluminenese, única piloto mulher na competição, acredita que o mais importante na prova é o entrosamento do piloto com o carro. "? preciso conhecer cada barulho que ele faz para poder passar para a equipe", diz.

Além do aprendizado prático, os alunos também levam lições de solidariedade e companheirismo para casa. "Quando uma equipe que tem menos infra-estrutura precisa de alguma peça, nós emprestamos", conta Bortollussi.

Persistência é outra palavra-chave na competição. Os estudantes da Universidade Federal do Ceará estavam acampados no box. "Viríamos com um avião da FAB, mas ele quebrou antes. Conseguimos dinheiro para vir mas, até agora, não tínhamos como voltar. Obtivemos a verba para as passagens de volta só aqui", conta o professor Carlos Bezerra.
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