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Por que foco na educação dentro das empresas agora?á

      
Os palestrantes da manhã deste segundo e último dia de conferências do Seminário de Educação Corporativa - representantes das universidades corporativa da Ernst&Young e da Embratel - focaram suas apresentações em mostrar a realidade de mercado que levou à necessidade de transformar centros de treinamento em universidades corporativas. Armando Lorenzo Moreira Jr., diretor da Universidade Corporativa da Ernst&Young - a ser inaugurada no dia 25 de abril - apresentou o processo de transição do centro de treinamento da empresa em um "campus universitário".ÿ

"Deixamos de focar só na técnica para focar também no comportamento, esse é o diferencial conceitual da universidade corporativa", explicou Moreira, que tem forte formação acadêmica e, ao mesmo tempo, 20 anos de experiência em treinamento no mercado. Por isso foi ele o responsável por montar toda a estrutura da EYU (Ernst&Young University) no Brasil, adaptando o modelo da sede, nos Estados Unidos. Foi construído, então, um espaço físico próprio e criada uma metodologia de ensino e didática estruturada, com avaliação e certificação. Tudo isso com a preocupação de manter o mesmo padrão de qualidade no ensino em âmbito nacional e global, preparando os treinadores - a maioria vem de dentro da própria empresa - com uma uniformidade conceitual. A agenda destes instrutores é bloqueada nos dias de treinamento, para que tenham tempo de preparação e para as aulas propriamente ditas. Houve um programa de orientação prática para os instrutores, trabalhando ferramentas como coaching e mentoring.ÿ

O projeto pedagógico foi elaborado por profissionais da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)."A mina de formação é da área acadêmica. Quando a gente combina esses dois esforços - a expertise do acadêmico com a necessidade de fato do executivo, fica perfeito. A universidade prepara competências genéricas, nós, as específicas", afirmou Moreira.ÿSegundo ele, as principais razões para um olhar mais atento à educação dos funcionários foi compartilhar e integralizar os valores da empresa, fortalecer a cultura do people first, gerenciar melhor os riscos e a qualidade no serviço.ÿ

Isso porque, durante os treinamentos, notou-se nos funcionários um aumento no orgulho de pertencer à empresa. Um dos maiores objetivos da EYU é a diminuição do tempo de desenvolvimento do profissional, que hoje demora de 12 a 14 anos para chegar ao topo, tornando-se sócio da empresa. "Pra gente, qualquer redução no movimento dessas pessoas, melhor. Queremos ter mais gente melhor preparada para atender aos desafios de uma empresa que cresce 25% ao ano", disse.ÿ

Opinião dos acionistas
Hoje, o investimento na educação dos colaboradores equivale a 3% do faturamento da empresa. Alguém da platéia pergunta: "como convencer os acionistas de que vale a pena investir tanto na educação?". A resposta é simples: a idéia surgiu dos próprios acionistas. Na palestra da Ana Rosa Chopard Bonilauri, gerente de Educação e Treinamento da EMBRATEL, ficou fácil entender o motivo.

"Num momento de downsizing nas empresas, enxugamento no quadro de funcionários, os que ficam, devem ser os melhores, e super bem preparados para atuar", explicou. Além disso, a preocupação com a redução de custos, segundo Bonilauri, requer uma maior qualificação dos gestores. Com o mercado altamente competitivo e dinâmico, e com a pressão por resultados, é preciso turbinar as competências e o comprometimento dos funcionários, que precisam estar em constante desenvolvimento.ÿ

Cada vez mais, aumenta a demanda por produtividade de modo que ela contribua para a sustentabilidade da organização. As reestruturações das empresas acontecem de forma rápida e é preciso ter gente preparada para as substituições e mudanças de cargo. Hoje em dia ninguém pode ter habilidades específicas só para o seu cargo, mas enxergar a empresa como um todo.

Segundo Bonilauri, se os vínculos de antigamente com as empresas eram baseados na estabilidade, no crescimento e na lealdade, depois de todas as fusões e restruturações, os vínculos se transformaram em atenção ao mercado, autodesenvolvimento e relacionamento externo (networking). "Houve uma desintegração da identidade corporativa, dos vínculos de trabalho e do sentido da carreira. Surgiu, então, uma nova forma de gerir pessoas, alinando-as às estratégias e estimulando seu comprometimento com a organização", disse.ÿ

A reação da empresa a todas essas pressões da concorrência foi passar a valorizar os recursos intangíveis, tais como conhecimento, marca, capital humano, capacidade de aprendizagem e inovação. Daí o espaço privilegiado que a educação corporativa ganhou dentro das empresas.ÿ

Na Universidade Corporativa da Embratel, a universidade tradicional teve importante papel. "Ela discute com a gente modelos pedagógicos, desenvolvemos o conteúdo e montamos os cursos em parceria com a PUC-RJ, UFRJ e ESPM", afirmou. A Embratel estimula todos os seus funcionários a elaborarem projetos aplicados à realidade da organização, incluindo seus estagiários, que são incentivados a fazerem seus trabalhos de conclusão de curso sobre temas aplicáveis à realidade da empresa.ÿ

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