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Proposta em debate

      
Poucos estudantes sabem do que trata a proposta da Universidade Nova. Na UFMG, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) promete mobilizar os alunos e promover um grande debate sobre o tema ainda este semestre. "A Reforma Universitária tem boas propostas, mas não muda a estrutura do ensino, que é o que pretende esse novo projeto", afirma o coordenador-geral da entidade, Leonardo Rodrigues Carvalho Silva, de 20 anos, aluno do 5º período de comunicação social.

Para ele, a proposta tem aspectos positivos, como o de abrir mais vagas e ampliar o potencial de inclusão da universidade. O estudante acredita, no entanto, que ainda é necessário discutir como será a continuidade dos estudos depois da conclusão do Bacharelado Interdisciplinar (BI) e o fim do vestibular. "A prova, hoje, tem caráter elitista, privilegiando o conhecimento adquirido pelo aluno e desconsiderando sua capacidade", afirma. "Precisamos de alternativa. O Enem pode ser uma opção, mas é preciso garantir mudanças, para que o exame não repita os mesmos problemas do vestibular."

Breno Cypriano, de 22 anos, aluno do 8º período de ciências sociais da UFMG e um dos coordenadores do Centro Acadêmico de Ciências Sociais Vinícius Caldeira Brant, defende discussões mais aprofundadas. "? preciso definir como será a forma de ingresso no ensino superior." Marina Brito, da mesma idade e também do 8º período de ciências sociais e integrante do Centro Acadêmico, acredita que a possibilidade de escolher uma grande área do conhecimento primeiro para só depois optar pelo curso específico é positiva. "Isso vai evitar a escolha precoce", acredita. "Eu, por exemplo, tentei vestibular para medicina durante dois anos e acabei descobrindo o interesse por ciências sociais mais tarde."

Para o pró-reitor de graduação da UFMG, professor Mauro Braga, a proposta não pode ser encarada com a lógica da substituição. "Os cursos de menor duração são uma opção interessante. No entanto, esse novo sistema poderia ser incorporado ao que já existe", admite. Mauro Braga acha positivo criar novos cursos, não voltados apenas para a formação específica, mas ressalta que a UFMG não pensa em adotar as mudanças como um padrão único de formação: "Só faríamos isso se fôssemos obrigados legalmente".

Samira Zaidan, professora da Faculdade de Educação (Fã) da UFMG e diretora para assuntos estudantis da universidade, diz que o BI é uma proposta simpática. "O que questiono, ao pensar numa formação mais geral, é até onde é possível descolá-la da formação específica", pondera.
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