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Notícias

Seminário de Educação Corporativa

      

Por Bárbara Semerene

Veja a programação

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Como as universidades e as empresas estão se unindo em prol da Educação a Distância nas empresas? ? essa a questão que Universiafoi investigar no evento "Educação Corporativa", organizado pelo IQPC (International Quality and Productivity Center) no Hotel Golden Tulip, em São Paulo, de 20 a 22 de março (este último dia, dedicado a workshops que ensinam como criar uma universidade corporativa dentro das empresas - tendência das companhias mais modernas).

Das 8h30 às 18h30, empresários de vários setores discutiram o cenário, as tendências e as práticas da Educação Corporativa no Brasil e no mundo, avaliando como ela contribui na disseminação da gestão do conhecimento. O objetivo era identificar os desafios e expectativas em transformar um Centro de Treinamento em uma Universidade Corporativa, e conhecer as perspectivas do sistema de gestão do capital humano e a estratégica de sua organização.

No primeiro dia do evento, houve palestras esclarecendo o conceito de universidade corporativa, como ela vem se tornando uma tendência no mercado e promovendo uma mudança de cultura dentro das empresas, e apresentados cases da Accor, Vale do Rio Doce, Natura, Xerox, Volkswagen Brasil e Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). Neste segundo e último dia de conferências, foram expostos cases da Ernst & Young, Ambev, Pão de Açúcar, Sadia, Senac Rio, IBMEC, USP, Eletronorte, Sky+Direct TV.

Para o público presente na platéia, ficou a sensação de que houve pouco tempo para maior interação com os palestrantes por conta do excesso de apresentações - foram dez em cada dia. Fazendo um apanhado geral de todas as palestras, sobraram reflexões e algumas questões aparentemente contraditórias a respeito do que se instala dentro das empresas com as Universidades Corporativas. Primeiro, no que diz respeito à cultura organizacional que, se até o momento incentivava a competitividade (mesmo que saudável), agora propõe o compartilhamento de conhecimento. Além disso, ainda que a proposta das UCs seja reter os talentos da empresa, numa realidade de mercado em que os profissionais migram constantemente entre corporações, para onde vai o conhecimento específico adquirido em cada universidade corporativa, uma vez que tal conhecimento não é reconhecido por qualquer órgão oficial - são raríssimos os cursos customizados que têm validação do Ministério da Educação? E todo o investimento aplicado na educação daquele funcionário, é perdido pela empresa? Por quanto tempo uma corporação pretente ou prevê reter o profissional na empresar para definir que vale a pena investir tanto no conhecimento específico dele?

Veja a cobertura do segundo dia:

Por que foco na educação dentro das empresas agora?
Realidade de mercado exige investimento no constante desenvolvimento dos funcionários

Os palestrantes da manhã deste segundo e último dia de conferências do Seminário de Educação Corporativa - representantes das universidades corporativa da Ernst&Young e da Embratel - focaram suas apresentações em mostrar a realidade de mercado que levou à necessidade de transformar centros de treinamento em universidades corporativas. Armando Lorenzo Moreira Jr., diretor da Universidade Corporativa da Ernst&Young - a ser inaugurada no dia 25 de abril - apresentou o processo de transição do centro de treinamento da empresa em um "campus universitário". Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

Universidade Ambev
Buscando transmitir cultura do pragmatismo para as IES

A Universidade Ambev (UA) começou como Universidade Brahma, ainda em 1995. Só ganhou o novo nome em 2000, depois da fusão que fez com a Antártica e outras empresas. Foi então também que fez parceria com a Business School de São Paulo e instituiu o programa Melhores Práticas, apresentado na palestra de Cláudio Gonçalvez Mendonça Santos, especialista corporativo de treinamentos da empresa. O programa visa incentivar a inovação entre profissionais de todas as áreas. Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

MBA Sadia de gestão empresarial
Em parceria com Unicamp, empresa criou curso reconhecido pelo MEC

A Sadia tinha um objetivo: captar, desenvolver e reter 35% de seus executivos-chave, de várias áreas, para torná-los sucessores na companhia. "Queríamos desenvolver a visão sistêmica dessas pessoas, porque muitos eram gerentes de áreas técnicas e conheciam muito do mesmo. Nosso intuito era desenvolver neles a visão da empresa como um todo, em relação ao mercado, à concorrência, às oportunidades no ambiente nacional e internacional. Assim, eles estariam aptos a sugerir mudanças para o futuro da companhia", explicou Margareth Chiaramellli, reitora da Universidade Corporativa da empresa.Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

Senac-RJ desenvolve soluções customizadas
Utilizando EAD, instituição conseguiu unir teoria e prática nas empresas

"Para conciliar academia e empresa é preciso que a academia se desfaça do olhar para dentro de si, do que consideram que seja ideal para o mercado, e passe a olhar o que as empresas querem e precisam". Esse foi o diagnóstico dado pela gerente corporativa do Centro de Tecnologia e Gestão Educacional do Senac Rio, Ilvanise Santos, para a construção de uma parceria entre Universidade Corporativa e IES. "Faz-se, então, um processo de retroalimentação", conclui.Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

FGV, USP e Ibmec em prol da educação corporativa
IES já entraram com tudo no negócio dos cursos customizados para empresas

"O principal desafio das empresas não é cumprir meta. Mas encontrar su a vantagem competitiva sustentável, o diferencial competitivo para o seu negócio. No passado, achavam que esse diferencial era o dinheiro - quem tinha acesso a recursos financeiros poderia ser fortemente diferenciado. Hoje em dia, sabemos que recursos financeiros são abundantes no mundo, projetos é que faltam. Aí, surgiu a segunda alternativa: a tecnologia. Mas a história recente mostra que ela é rapidamente copiada. Um mês depois de ser lançada, a tecnologia é domínio público, todo mundo tem acesso. Não é diferenciador. O elemento diferenciador sustentável é gente, conhecimento. Gente com capacidade de reagir de forma adequada às mudanças. Gente que pensa."

Foi assim que Jacques Gelman, vice-dretor de Educação Executiva da FGV-EãSP, abriu sua brilhante palestra, fisgando a atenção de toda a platéia. A partir desta conceituação, definiu o que é a Educação Executiva: desenvolvimento de pessoas, e não treinamento de pessoas.Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

Universidade Corporativa da Eletronorte (Ucel) foca em EAD
Empresa entendeu que conhecimento tomou lugar da habilidade

A área de competência da Eletronorte é geração e transporte de energia. A empresa está presente em 58% do território nacional e conta com 3.300 funcionários cuja média de idade é 49 anos. Uma empresa "velha", segundo definição de Marco Leite, gerente de Planejamento Educacional, mas que ainda assim conseguiu implantar em 2002 uma Universidade Corporativa baseada principalmente no Ensino a Distância, difundindo uma nova cultura para uma geração nada familizarizada com essa novíssima forma de aprendizagem. Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

Veja a cobertura do primeiro dia:

Tendências e cenários no Brasil
Educação Corporativa abre nicho de mercado para IES e de carreira para docentes

Quem abriu a palestra deste primeiro dia do evento ?Educação Corporativa?, foi Marcos Baumgartner, diretor da Abec (Associação Brasileira de Educação Corporativa), com a palestra ?Educação Corporativa: avaliação de tendências e cenários no Brasil e no mundo?. Segundo Baumgartner, a Educação Corporativa já é um diferencial das empresas brasileiras no exterior, apesar de faltar no mercado profissionais com formação específica na área. Atualmente, a maioria deles são executivos das próprias empresas treinados para serem educadores dentro das mesmas, que, cada vez mais, estão estruturando centros de treinamento ou as chamadas ?universidades corporativas?. Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

União empresa-IES-governo
IES portuguesa inovou no mercado criando consultoria de Educação Corporativa

"O desenvolvimento das competências profissionais é foco das empresas modernas hoje e a tendência é que o aprendizado se torne o processo mais importante para o negócio da empresa, esteja no centro dela", afirmou Kira Tarapanof, pesquisadora do MDIC (Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior), que veio acrescentar o seu conhecimento na palestra sobre as tendências da Educação Corporativa no Brasil, logo após a apresentação de Baumgartner.Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

Mudança de paradigma
Empresas substituem cultura da competitividade por compartilhamento de saberes

Não existe hoje em dia o profissional que não se desenvolve continuamente. "O jovem profissional de hoje é da era da tecnologia, multidisciplinar, multitarefas, estão sempre ansiando pelo autodesenvolvimento. E o mundo é tão dinâmico, que o conhecimento se torna obsoleto rápido, é preciso uma educação contínua", afirmou a mediadora do evento, Marta Enes, diretora da Menes Learninsight, empresa que oferece cursos on-line de educação corporativas para empresas.

Além da mudança de perfil dos profissionais que hoje ingressam nas grandes empresas, está começando uma mudança de cultura empresarial dentro delas. "Na nossa formação, não somos incentivados a compartilhar conhecimento, mas a competir. Temos pouca capacidade de construção coletiva, mas a sociedade do conhecimento exige um novo paradigma: é preciso replicar o conhecimento dos funcionários dentro das empresas para que ela evolua rapidamente, sem ficar reinventando a roda", afirmou Ana Cláudia Freire, líder do Centro de Inovação em Educação Valer, Universidade Corporativa da Vale do Rio Doce, que dá treinamento para todos os seus 40 mil funcionários espalhados pelo Brasil. Clique aqui para ler a matéria na íntegra.


Resultados concretos
Empresas de consultoria em treinamento provam a necessidade de educação corporativa

Nos Estados Unidos, 30% das contratações estão abaixo das expectativas da empresa, segundo pesquisa internacional apresentada na palestra "Desenvolvimento Estratégico de Talentos: Resultados Concretos em Organizações de Alta Performance". Independentemente do motivo de não se encontrar no mercado profissionais à altura das grandes empresas (má formação, universidade não prepara do mercado, falta de tempo hábil para que empresas procurem com mais calma o profissional, necessidade de contratação rápida, falha no processo de seleção), o número indica que é preciso capacitar os profissionais que já estão dentro da empresa para que desenvolvam as competências requeridas. ? o que defendem Carlos da Costa, diretor da P&L (Partnership & Learning) e Alexandre Santille, diretor do Lab SSJ, empresas parceiras de consultoria em Educação Corporativa.

Para dar o diagnóstico das necessidades de treinamento da empresa, a P&L e a Lab SSJ realizam uma pesquisa interna e depois vão atrás - tanto no mercado quanto na academia - de profissionais que possam ser capacitados para treinar os executivos em temas específicos da empresa. Clique aqui para ler a matéria na íntegra.


Caso Accor
A primeira empresa no Brasil a ter um campus da Universidade Corporativa

A Academia Accor, criada em 1992 em um campus em Campinas, foi a segunda a nascer (depois da sede francesa), das atuais 15 Universidades Corporativas da empresa existentes no mundo. Nasceu com o objetivo de dar uma unidade maior na formação de seus funcionários. Tudo pra enfrentar os novos tempos: mercado globalizado e muito mais competitivo. Os cursos foram, num primeiro momento, voltados para a formação da liderança, a começar com os gestores. O intuito foi despertar neles a responsabilidade no desenvolvimento das pessoas, motivação e integração das equipes. Inclusive, suas remunerações passaram a estar relacionadas ao desenvolvimento de suas equipes.Clique aqui para ler a matéria na íntegra.


UniMetro
Universidade Corporativa do Metrô oferece até MBA em parceria com FIA/USP aos seus funcionários

Montada em 1999, a Universidade Corporativa do Metrô (UniMetrô) é distinta da área de Treinamento e Desenvolvimento da empresa, justamente para frisar o seu diferencial: foco no desenvolvimento e na educação alinhados à estratégia da empresa, isto é, fornecer cursos tendo como base visão de futuro, desenvolver competências estratégicas, essenciais, gerenciais. "O objetivo é visualizar o metrô bem no longo prazo", explica Leila de Araújo, assessora técnica da UniMetro, que apresentou a palestra no Seminário de Educação Corporativa nesta terça-feira, 20. Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

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