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Pela qualidade na educação

      

Por Felipe Datt

A falta de uma regulamentação específica para os cursos de pós-graduação lato sensu, especializações e MBAs (Master in Business Administration), está levando diversas universidades brasileiras a adotar estratégias que garantam um rigoroso controle de qualidade dos cursos oferecidos e, por tabela,ÿreconhecimento no mercado, inclusive o internacional. O objetivo é ganhar espaço em umÿcenário com uma concorrência cada vez mais crescente, através de ações que incluem parcerias com renomadas instituições internacionais e até acompanhamento do aluno após a conclusão do curso. "O Ministério da Educação lavou as mãos em relação aos cursos de pós-graduação lato sensu, MBAsÿe especializações, ao contrário dos mestradosÿe doutorados, que têm melhoria de qualidade eÿ rigor técnico em suas avaliações", opina oÿprofessor da Escola de Engenharia do Mackenzie, Giancarlo da Silva Rego Pereira.

A crítica do especialista, que participou na quinta-feira, dia 22, do evento "Qualidade na Educação Continuada Profissionalizante", em comemoração aos 40 anos da Fundação Vanzolini, é contundente e ressoa entre seus colegas de profissão: os MBAs e lato sensus estão exclusivamente nas mãos do mercado, e, para tanto, cabe a ele eliminar as más práticas. "? inadmissível que exista MBA para tudo atualmente, inclusive para Florais de Bach", critica.

Conforme Pereira, a explosão dos cursos de especialização e de MBAs é um reflexo do próprio crescimento exageradoÿno número de universidades e faculdades a partir da década de 90,ÿreflexo daÿchamada "popularização do ensino superior". Dados do Inep/MEC (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do Ministério da Educação) mostram que, de 1998 até 2005, o total de alunos matriculados no ensino superior passou de 2,6 milhões para 4,4 milhões. "Trata-se de uma explosão, mas sem qualidade. ? evidente que, em um mercado de trabalho represado,ÿaquele queÿnão ingressar na carreira logoÿapósÿo término daÿuniversidadeÿse tornaráÿcliente em potencial dos MBAs, pós-graduações lato sensu e cursos de especialização disponíveis no mercado", avalia Pereira.ÿ

A crítica não é generalizada: assim como qualquer curso de graduação, existem os bons e os maus cursos de MBA ou pós-lato sensu. Como o aluno deve proceder? Procurar cursos vinculados a universidades que são reconhecidamente eficientes é o primeiro passo. Depois, saber se aquele curso desejado realmente dará condições de um aumento salarial ou a desejada efetivação ou troca de emprego. "Se o curso não oferece isso há efetivamente algo de errado", diz Pereira.

Em buscaÿda qualidade

As IES (Instituições de Ensino Superior) se armam para garantir a qualidade dos cursos ofertados. Coordenador geral dos programas de MBA do Ibmec-SP, Fábio de Biazziÿdiz terÿplena convicção de que há condições de se oferecer educação de qualidade para quem já está no mercado de trabalho em busca de uma especialização ou aprimoramento de qualidades. "85% dos nossos alunos são gerentes, supervisores e diretores de empresas, com média de idade de 35 anos e 10 anos de mercado. Como garantir a qualidade de ensino para eles? Através de uma coordenação específica, de um corpo docente capacitado para competir em um mercado com escolas e outras coisas distintas chamadas de MBA", explicou Biazzi.

O segredo do sucesso do Ibmec-SP, cujos cursos sempre aparecem na lista dos melhores do País, também inclui, na visão de seu coordenador, "olhar para fora e buscar certificações internacionais que nos dêem reconhecimento". A expectativa da IE é que, em dois meses, receba o selo da instituição inglesa AMBA (Association of MBAïs), entidade sediada em Londres e que reúne as mais conceituadas escolas de negócios do mundo. O mimo hoje é exlusivo de apenas três instituições no País: Fundação Dom Cabral, FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas de São Paulo) e FIA/USP (Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo).ÿAlém disso, em dois anos a instituição deve receber a certificação da AACSB.

"Seremos o único MBA no Brasil com esse certificado internacional", diz. A parceria com escolas no exterior também é uma tática que ganha corpo. Não apenas em relação ao intercâmbio de alunos e cursos, mas na troca de experiência entre proefssores e na própria confecção de material. A mais nova parceira do Ibmec-SP é a Darden School of Administration, da Virginia University, que inclui intercâmbio de alunos, montagem de programas, pesquisas e publicações de teses.

O professor do Departamento de Administração da Produção, Operações e Logística da Fundação Getúlio Vargas/EãSP, Luiz Carlos Di Serio, também entende que a internacionalização da escola é um componente vital na busca pela qualidade do ensino. Sua instituição é certificada pela AACSB, uma associação internacional com 72 escolas.

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