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Roraima tem mais de cem doutores e duzentos mestres em salas de aulas

      
?LISSAN PAULA

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação articulada ao Ministério da Educação, constatou que pela primeira vez o Brasil conseguiu formar dez mil doutores e 40 mil mestres em um ano. A meta da Capes é formar 10,6 mil doutores no ano de 2007.

E Roraima está acompanhando a realidade nacional. A cada ano, o Estado ganha mais doutores e mestres, que têm contribuído com o ensino no Estado. Atualmente, mas de 100 doutores e mais de 200 profissionais com mestrados estão distribuídos nas instituições de ensino superior locais.

Apesar do crescimento no número de cursos de mestrado e doutorado apontado pela Capes nos últimos sete anos a distribuição desigual entre as regiões do Brasil ainda persiste. A região Sudeste do país ainda concentra mais de 50% dos cursos de mestrado e mais de 60 % dos cursos de doutorado. E a região menos assistida com a oferta de cursos ainda é a região Norte.

A perspectiva da Capes é que os números aumentem consideravelmente até o ano de 2010. Para isso a fundação lançou no final de 2004 o Plano Nacional de Pós-Graduação, que dita metas para a capacitação de profissionais.

Conforme dados da coordenação, nos últimos anos o sistema vem crescendo em vários aspectos: em número de cursos ofertados, em número de alunos matriculados e titulados, na expansão de oferta para todas as regiões do país em diversas áreas do conhecimento. Os programas de mestrado e doutorado que mais têm crescido são os da área de educação, os de caráter multidisciplinar e os cursos de ciências sociais aplicadas.

Em Roraima, a Universidade Federal de Roraima tem procurado oferecer cursos próprios e em parceria com outras instituições. O professor Wellington Araújo, diretor de Pós-Graduação, informou que a UFRR tem atualmente quatro mestrados próprios em andamento.

"Temos o Programa de Recursos Naturais, Química, Agronomia e em Física. Após a avaliação da Capes sobre os cursos de mestrados ofertados pela instituição será possível propor a criação de um curso de doutorado próprio", informou.

Ainda segundo o diretor, hoje a Universidade conta com 101 doutores e 147 mestres, mas 51 outros servidores estão fora do Estado participando de programas stricto sensu. "Existem resoluções que buscam regulamentar a saída desses profissionais para cursos. Essa iniciativa parte dos departamentos que elaboram um plano de capacitação e quando aprovado é enviado para a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação para contemplação", explicou.

A Universidade Estadual está em expansão de sua política institucional com relação aos programas de pós-graduação. Segundo a professora Leila Perussolo, diretora de Pós-Graduação, a UERR está ofertando seu primeiro curso de mestrado em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável.

"No momento estamos passando por uma discussão interna de organização da documentação de reconhecimento e autorização para cursos junto ao Conselho Estadual de Educação e posterior pedido a Capes. Até o final do ano estaremos lançando o Doutorado na área de Gestão Ambiental", disse Leila, explicando que a instituição precisa contar com um quadro de professores qualificados para esse projeto.

Atualmente a UERR possui 10 doutores e 41 mestres, no entanto segundo Leila, a instituição está organizando seu plano de qualificação profissional movida pela preocupação com seu quadro interno.

A diretora esclareceu que todos os cursos da Universidade, tanto o mestrado quanto as especializações, estão em correspondência com a Resolução 01 de 2001 do Conselho Nacional de Educação, que determina a preocupação com a titulação dos professores. "Todos os professores do curso de mestrado são doutores com experiência em pesquisa, com ampla produção científica em revistas e periódicos de renome nacional e internacional e nosso quadro de professores da especialização segue exatamente o que diz a resolução com referência ao número de doutores e possibilidade de especialista para atender esses cursos também".

As Faculdades Cathedral ainda não demonstraram interesse em oferecer cursos de pós-graduação. O diretor-geral acadêmico, professor Bismark Diniz, explicou que os custos desses cursos são muito altos. "Estamos apostando no envio de nossos professores para capacitação fora do Estado e em outras instituições como a Procuradoria-Geral do Estado e UFRR. Temos também 16 professores que estão cursando mestrado no Paraguai".

A instituição conta com três doutores e 70 mestres. "Roraima passou a contar com muitas oportunidades e acreditamos que nos próximos três anos teremos muita gente capacitada em termos de título acadêmico atuando em nosso Estado", disse Bismark.

Já o diretor acadêmico da Faculdade Atual da Amazônia, Adriano Remor, informou à Reportagem da Folha que 42% de seus professores possui a titulação de mestre e doutor, mas que a instituição possui um Plano de Capacitação Docente dentro de um orçamento previsto no plano de desenvolvimento para capacitação de professores.

"Dois de nossos professores estão fazendo mestrado fora do Estado e estamos buscando parcerias com a UFRR para oferecer mestrado em Economia e com outras instituições para a oferta dos cursos de mestrado em Administração e Direito, nunca antes ofertados em Roraima", disse.

Ele afirmou que o Plano adotado pela Capes para fomentar a pós-graduação no Brasil não ajuda a região Norte. "Temos tido dificuldades e precisamos que a Capes olhe com ?bons olhos? para Roraima. Nunca houve a oferta de cursos de mestrado em Direito, Contabilidade ou Administração e existe uma necessidade profissional".

ESPECIALIZA€åES - A oferta de cursos de especialização e MBA?s (Master Business Administration) no Estado têm aumentado consideravelmente nos últimos três anos. São diversas instituições de nível superior roraimenses e de outros estados buscando espaço no mercado local.

A Universidade Federal já ofereceu 33 cursos lato sensu ao longo de sua existência. Hoje são oito especializações em andamento nas mais variadas áreas do conhecimento. Na UERR existem três cursos em andamento e outros três sendo implantados, inclusive na região Sul do Estado. A instituição prioriza os cursos na área da educação. Já a Atual conta hoje com sete especializações, sendo cinco próprias e duas em parceria com a Fundação Getúlio Vargas.
 
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