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Segurança privada serve de estímulo à especialização

      
De olho no futuro e numa aposentadoria mais próspera e tranqüila, policiais também voltam à universidade pensando em tirar uma casquinha de um mercado bilionário. As empresas de segurança privada, que faturaram R$ 12 bilhões no ano passado no Estado de São Paulo, devem crescer 20% neste ano só na capital paulista, segundo o Sindicato das Empresas de Segurança Privada.

O sindicato exibe em seu site cerca de 150 empresas de segurança privada, que constituem apenas um dos vários outros filões do setor.

No outro lado da balança, onde se leva em conta o medo da população, os números também mostram a necessidade de se criar novos artifícios contra a criminalidade. Uma pesquisa da Fundação Seade e da Secretaria de Estado de Segurança Pública, realizada no final do ano passado, mostra que 42,5% dos entrevistados consideravam São Paulo insegura ou muito insegura.

Daqui a apenas mais dois anos, o soldado da PM Walter Joaquim Tadeu Coelho, de 42 anos, e hoje calouro da Uniban, terá de se aposentar. O medo cada vez mais próximo de ficar sem trabalho foi justamente o que obrigou Coelho a voltar aos estudos.

"A necessidade por mais segurança é gritante, o que acabou criando essa nova fatia de mercado", conta. "Eu mesmo já fiz bico de vigia por aí quando era mais novo, mas agora quero me especializar para poder ter uma perspectiva melhor de salário", explica o policial.

Outros recorrem à universidade porque querem agregar valor à profissão. Caso do tenente-coronel PM Ivanir Linhares, de 39 anos, que começou a subir na carreira depois de passar pela universidade.

O conhecimento na área de gestão de segurança assimilado nos dois cursos de especialização que fez na Universidade Federal Fluminense, em 2005, o levou a postos de comando na Polícia Militar. Recentemente, ele aceitou o desafio de comandar a Guarda Municipal de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, para aplicar os conceitos de segurança social municipal que adquiriu no ambiente acadêmico.

"No curso, ganhamos uma outra visão e paramos para ouvir o pensamento de outras pessoas. Antes, tinha aquela mentalidade bélica. Hoje, vejo que cada caso é um caso. Em muitos lugares não é só o uso da polícia que pode reduzir os índices de criminalidade", diz Linhares, que criou um convênio para que os guardas que comanda também freqüentem a Universidade Federal Fluminense.

O policial já está de volta à academia. Iniciou no fim do ano passado especialização da Universidade Estácio de Sá.
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