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Tendência é de desaceleração de matrículas no País

      
Não é apenas a RMC que passa atualmente por esse fenômeno, diz professor aposentado

O professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e titular da Universidade de Sorocaba (Uniso), José Dias Sobrinho, afirmou que, realmente há uma tendência de desaceleração das matrículas em cursos superiores, não só na região de Campinas, mas em todo o Brasil esta realidade tem se repetido.

"Parece-me que houve um crescimento importante em anos anteriores, especialmente no Estado de São Paulo, onde se concentra um grande número de instituições de ensino superior e de matrículas (quase 1/4 do total). A demanda que estava reprimida foi atendida pela abertura de muitos cursos, especialmente privados", afirma José Dias Sobrinho.

Entretanto, segundo Sobrinho, hoje, a quantidade de vagas em cursos superiores supera o número de estudantes que se formam nas escolas de Ensino Médio.

"A relação candidato-vaga nos exames vestibulares é a cada ano menor. O baixo poder aquisitivo da maior parte da população e a não correlação automática entre título superior e emprego são as principais barreiras para a continuidade da expansão. Não há nenhuma garantia de obter-se um emprego em razão de um curso superior", analisou o professor.

Quanto ao Programa Universidade para Todos (ProUni), Sobrinho disse que, sem ele, muitos jovens jamais poderiam freqüentar um curso do ensino superior.

"Seria altamente desejável que ele fosse ampliado, bem como outras políticas públicas que buscam democratizar a educação superior, para beneficiar outros setores da população que nem se enquadram nas categorias atendidas por esses programas e nem conseguem financiar seus estudos", acrescentou.

Expansão

Segundo ele, a expansão de instituições privadas tende a ser mais contida agora em relação a anos anteriores, especialmente entre 1998 e 2002, quando se viu uma crise ainda maior no setor.

"E não se pode esquecer também a difícil realidade dos níveis escolares anteriores. A baixa qualidade de muitas das nossas escolas de níveis Fundamental e Médio, somada às amplas dificuldades econômicas e sociais, num País que não valoriza verdadeiramente a educação, tudo isso contribui para reduzir o acesso à educação superior de qualidade", afirmou Sobrinho. Dessa forma, o País continua no dilema de crescer e educar.
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