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Hospital usa redes para tratamento de prematuros

      
Técnica, ainda em fase experimental, simula útero da mãe e estimula reações de equilíbrio dos bebês

Eduardo Kattah

O Hospital Escola da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba, colocou em prática uma nova experiência no acompanhamento de recém-nascidos prematuros. Na UTI neonatal, pequenas redes estão sendo usadas na recuperação dos bebês.

Idealizadora do projeto, batizado de Bebê na Rede, a fisioterapeuta Pollyanna Tavares diz que a rede simula o útero da mãe e estimula no recém-nascido reações de equilíbrio, proteção e integração sensorial, fatores prejudicados pelo nascimento precoce. "Ela proporciona a reorganização da postura do bebê prematuro, que é inadequada. A rede também ajuda a promover a integração sensorial, por meio do balanço", disse. Pollyanna tomou conhecimento da proposta em um curso de especialização em Neuropediatria na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Há cerca de um mês, ela coordenou a implantação da experiência em humanização no tratamento dos prematuros.

A própria fisioterapeuta, no entanto, alerta que a proposta é nova e ainda está em fase experimental. "Não tem como falar em resultado, não existe comprovação científica." Embora poucos prematuros tenham sido submetidos à experiência, os resultados animaram a equipe da UTI neonatal. Segundo Pollyanna, na rede o bebê "imagina" estar no útero. "A redinha faz com que o prematuro fique enrolado. Além da recuperação ser mais rápida, ele responde melhor ao procedimento da UTI."

A fisioterapeuta salienta também que a estratégia não substitui o colo materno e deve ser utilizado apenas nos casos em que os recém-nascidos precisam ser internados na UTI e a mãe não pode acompanhá-los. Segundo Pollyanna, além de contribuir para o desempenho neuropsicomotor do bebê, a rede torna a internação "menos dolorosa para ele". O bebê fica, em média, duas horas por dia na rede, que pode ser instalada na incubadora ou no berço.

AVAN€O

A dona de casa Elaine Cléia Martins Santos, de 35 anos, mãe de Isabela Martins - que nasceu em setembro do ano passado com 27 semanas de gestação, pesando apenas 1,25 quilo e medindo 37 centímetros - aprovou a experiência. "No começo ela não gostou, mas com o tempo percebi que passou a se movimentar mais, acompanhar as pessoas com a cabeça." Isabela, pesando 3 quilos, recebeu alta da UTI na última sexta-feira e foi transferida para a enfermaria do Hospital Escola.

Como é uma técnica experimental, não há material especificamente desenvolvido para o projeto. Por isso, para implantá-lo em Uberaba, a equipe precisou improvisar e contou com a ajuda de uma médica, que passava férias em Fortaleza. Ela comprou as redes, num tamanho para recém-nascidos. Foi preciso cobri-las com lençol para maior conforto dos bebês.
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