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O peso das malas

      


Como já não tinha mais uma vida produtiva no Brasil - sem emprego e com a faculdade trancada -, decidi fazer uma viagem antes de começar as aulas aqui na universidade espanhola. Pensei em duas possibilidades: vir para a Espanha, já para ir me acostumando com o país, ou ir para Inglaterra, aperfeiçoar o meu inglês e conhecer a região. No fim, decidi pela segunda opção. Trabalhei em Londres durante três meses e, no final de janeiro, vim para a Espanha começar o curso intensivo de espanhol oferecido gratuitamente pela universidade.

Fazendo o percurso Brasil/Inglaterra/Espanha, pude sentir, literalmente, a origem da expressão "mala". Saí do Brasil com duas malas GRANDES, mais uma mala de mão (não das menores), um notebook e uma bolsa. A saída do Brasil foi tranquilíssima. Meus pais me deixaram no ãroporto e, chegando em São Paulo, coloquei as malas nos carrinhos, despachei, e pronto. Na Inglaterra as malas, novamente, ficaram no carrinho. Passei pela alfândega e até aí tudo estava muito bem. Até chegar à estação do trem ainda foi fácil, porque podia ir com o carrinho até lá (há uma no ãroporto). Mas no momento de pegar o trem...

Foi aí que o martírio começou. Por sorte, no momento de descer pelo elevador para chegar no trem, encontrei uma australiana que também estava perdida. Foi ela quem me salvou. Estava com menos malas e me ajudou com algumas. Além disso, no momento de colocar as malas pesadas no trem (tinha um ?degrau? entre a estação e o trem) os homens de dentro me ajudaram a puxá-las. Depois desse sufoco, me encontrei com uma amiga brasileira (tínhamos combinado) e ela me ajudou até chegarmos em casa. Quando acabou todo esse percurso me dei conta que nem braço tinha mais.

Sabe como é... Por mais que falamos que não vamos comprar nada, sempre juntamos umas tralhas por aí. E se esse trajeto já foi complicado, imaginem o da Inglaterra para cá! Primeiro, se fosse pegar um avião teria que pagar uma taxa monstruosa por excesso de bagagem, já que os limites de malas e pesos não são os mesmos dos vôos internacionais. Além disso, teria que enfrentar novamente o trajeto até o ãroporto de Londres - NEM PENSAR!!! Por isso, decidi vir de ônibus e, dessa vez, usei um táxi. Mas mesmo assim, tinha tanta coisa que era preciso fazer três viagens.

Então aí vai meu conselho: quanto menos mala melhor!!!! ? permitido, sim, viajar com duas malas de 32kg, mas o melhor é deixar para a volta.

Nome: Ana Pizzutti

Idade: 23 anos

Universidade: Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

Curso: Comércio exterior
Programa: Graduação Sanduíche
País de destino: Espanha
Cidade: San Sebastián
Universidade:Universidad de Deusto
Previsão de retorno: julho de 2007

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