text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Triste realidade

      
Dados do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (Crisp/UFMG) revelam que o Brasil registra cerca de 25 mil homicídios de jovens todos os anos. Esse número vem aumentando na mesma proporção que o crescimento da criminalidade.

Para o pesquisador Robson Sávio Reis Souza, do Crisp/UFMG, integrante do Instituto da Criança e do Adolescente da PUC Minas, os últimos 20 anos foram decisivos para o quadro atual. "A participação de adolescentes entre 15 e 24 anos, tanto como autores quanto como vítimas de homicídios, já chega hoje a 50% do total de assassinatos no país", ressalta.

A precarização das condições nas quais esses jovens vivem, além da falta de políticas públicas para a juventude, são alguns dos fatores que podem explicar essa triste realidade. "Não há mecanismos de controle adequados", declara. "Esses meninos vivem em aglomerados, com famílias desagregadas e o contato com as drogas é muito freqüente."

O pesquisador também é contra a redução da maioridade penal no Brasil. Ele acredita que não adianta falar em repressão depois que o jovem já entrou para o mundo do crime. "Políticas públicas que dessem proteção e oferecessem oportunidades a essa juventude, como, por exemplo, escolas em tempo integral, que possibilitassem condições de lazer, de cultura, pequenas tarefas de geração de renda e formas de cooperativismo, poderiam contribuir para afastá-los da criminalidade."

EMPOLGA€ÇO Estudantes do grêmio do Magnum já participam de um projeto na Associação dos Leucêmicos do Estado de Minas Gerais (Leuceminas), dando suporte a crianças com câncer. Este ano, a entidade pretende atuar mais efetivamente em alguma ação referente aos jovens em situação de risco.

Gabriel Vieira e Vitor Fernandes, ambos de 16 anos, integram o grêmio e estão empolgados com a possibilidade de participar de projetos envolvendo outros jovens. Gabriel não concorda, por exemplo, com a proposta que aumenta de três para 10 anos o tempo de internação dos menores infratores. "Além dos custos, esses locais não são adequados. Não têm psicólogos e nada que ajude na reinserção desses adolescentes. O foco está errado", afirma.

Vitor acrescenta que meninos de 16 anos que cometem delitos precisam de uma estrutura psicológica para voltar a viver em sociedade. "Tem que haver um trabalho social que os ajude."
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.