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Ensino Superior sofre com a crise

      
Setor apresenta crescimento pequeno em 2005 e a inadimplência tem aumentado

Com 133.005 alunos matriculados no ensino superior privado na região de Campinas, o setor apresentou crescimento de 4% em 2005, de acordo com o Semesp. Este foi o segundo pior desempenho, perdendo para 2003, quando o número de universitários caiu 9,1%. Em 2002, o índice chegou a 12% na região de Campinas.

O presidente do Semesp, Hermes Ferreira Figueiredo, disse que as principais causas do crescimento modesto de alunos matriculados nas instituições de ensino superior particulares são a estagnação econômica do Brasil e a ineficiência do governo federal em ampliar o financiamento estudantil: "Estes dados nos surpreenderam por ser uma região de efervescência econômica, mas as famílias estão com a renda bastante comprometidas com as necessidades prementes."

Esses e outros dados serão apresentados na terceira edição das Jornadas Regionais que o Semesp realizará em Campinas, hoje e amanhã, no Hotel Mercure, e em mais seis cidades do Estado, até o mês de junho. No evento, especialistas debaterão questões de interesse do setor, como o reconhecimento legal de cursos, critérios para avaliação, gestão financeira, relações de trabalho, importância do coordenador-gestor, entre outros.

O diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, lembrou que a demanda reprimida foi atendida com a abertura de faculdades particulares a partir de 97. "Em 2003, a demanda reprimida foi suprimida." Hoje, segundo ele, "o crescimento de universitários se deve também ao Programa Universidade para Todos (ProUni). Se não fosse ele, o crescimento seria de 2% e não dos atuais 4%."

Mas Capelato lembrou que é preciso atender as pessoas que têm renda familiar acima de 1,5 salário-mínimo, exigência do ProUni. "Hoje, o que emperra a expansão do setor é a queda do poder aquisitivo da população." O índice de evasão na região de Campinas em 2005, por outro lado, foi o menor desde 2000, 12,7%. Enquanto no Estado de São Paulo aumentou 9,3%, na região campineira houve redução de 11,7%, o que representou 16.737 alunos que abandonaram seus cursos. O levantamento do Semesp apontou ainda os 12 cursos mais procurados na região de Campinas.

Em primeiro lugar ficou o curso de administração, com 29.824 alunos matriculados; em segundo, direito, com 17.695 e, em terceiro, formação de professor com 12.221.

Foi muito difícil Caio Martins de Almeida Schulze concluir o curso de comércio exterior. "Concluí o curso devendo à faculdade porque encontrei dificuldade financeira." Já Fábio Judice não teve a mesma sorte. No final do ano passado, ficou desempregado e teve de trancar o curso de administração de empresas. Mesmo com desconto de 15%, pagava R$ 465,00 de mensalidade. "Meu salário bruto, com muita hora-extra, ficava entre R$ 900,00 e R$ 1,2 mil." A "sorte" é que mora com os pais. "Tenho expectativa de voltar a estudar, mas o poder aquisitivo da classe média vem caindo. Tudo sobe, mas o índice de reajuste do salário não acompanha", diz.
 
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