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Ulm é tema de discussão em Curitiba

      
A história da Escola de Ulm, referência do design da Alemanha, é a atração na Casa Andrade Muricy até o dia 29 de abril. A partir de hoje, como complemento à exposição, acontece uma programação especialmente direcionada à discussão das referências deixadas pela escola, que funcionou de 1953 a 1968 e revolucionou a concepção do design no mundo. Na escola, também houve espaço para a efervescência política e a revolução de idéias na arquitetura e no cinema.

No comando dos debates, a designer Marcela Quijano, que é uma das curadoras da exposição, abre a programação ao meio dia com uma palestra direcionada a professores, designers e arquitetos. O evento acontece no Instituo Goethe e é gratuito àqueles que quiserem ter acesso à percepção de alguém que vivenciou de perto todo o trabalho de pesquisa histórica sobre a instituição. Depois da palestra, Marcela segue para a Casa Andrade Muricy para um passeio entre as peças e os visitantes.

Amanhã, às 20h, Ulm volta a ser o centro das atenções em um debate que, além de Marcela, contará com a presença de Günter Weimer, que foi aluno na escola alemã, vivenciando intimamente a experiência revolucionária de Ulm. Na sexta-feira, a palestra será repetida na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), no Auditório John Henry Newman.

Cubana de nascimento, Marcela foi à Alemanha no início dos anos 70s com o intuito de se tornar uma ourives, mas acabou seduzida pelo desenho gráfico e passou a estudar em Berlim. Em 1982, ela iniciou um trabalho de pesquisa sobre Ulm e a história do desenho. "Ulm foi uma referência para o desenho industrial, pois trouxe uma nova percepção pedagógica do desenho, com um entendimento dele como algo técnico e prático", diz Marcela.

Antes disso, a escola Bauhaus (1911-1933) já havia ensaiado uma visão revolucionária do desenho, apoiada no cerne da revolução industrial e na necessidade de desvincular o desenho da arte, tornando-o algo puramente prático, apesar da força estética e criativa que ele possui.

Um remanescente da Bauhaus, Max Bill, acabou sendo um dos mentores da criação de Ulm. "Ele foi o primeiro reitor e trouxe muito da Bauhaus para Ulm. Mas Ulm foi um passo largo. Hoje praticamente todas as escolas de design do mundo seguem o modelo lá criado e praticado."

Daí a importância de trazer aos curitibanos a programação sobre a escola. "Ulm tem uma ligação estreita com a América Latina e, em especial, com o Brasil", diz Marcela. Vale lembrar que Max Bill ganhou um prêmio na 1.¦ Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, e dali surgiu um laço estreito e criou, também por aqui, a concepção de que o desenho industrial não é necessariamente arte.
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