text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Apagão deixa UnB sem luz por sete horas

      
Transtorno fechou laboratórios e deixou alunos sem aulas

Talita Cavalcante

Pesquisas perdidas, investimento desperdiçado, tempo gasto. Esses são alguns dos saldos deixados pelas sete horas sem energia elétrica, ontem, na Universidade de Brasília (UnB). O fornecimento foi interrompido em todo o Instituto Central de Ciências (ICC) às 10h20 e só às 17h20 voltou ao normal. O prejuízo é praticamente incalculável, mas alunos e professores sabem contabilizar as perdas. A aluna Neda Sadeghiani, 38 anos, doutoranda em genética, perdeu toda sua pesquisa devido à falta de energia. Ela testa em camundongos, há dois anos, novas drogas contra o câncer, no Laboratório de Genética. "Não pude analisar as células dos órgãos infectados, que retirei das cobaias, no microscópio. Nem foi possível utilizar a centrífuga. Perdi todo experimento", conta a pesquisadora.

De acordo com a Companhia Energética de Brasília (CEB), houve um problema no transformador de corrente (TC) da universidade. "Esse equipamento faz parte da rede de distribuição interna da UnB. Trabalhamos apenas como suporte aos eletricistas do câmpus", afirma o diretor de distribuição da CEB, Antônio de Pádua. Segundo ele, a causa do transtorno pode ter sido alguma peça quebrada na rede ou danificada pelo próprio tempo de uso do equipamento.

Com a interrupção da energia em parte da universidade, muitos alunos ficaram sem aula e praticamente todos os laboratórios da Faculdade de Saúde ficaram fechados. A reitoria da UnB afirmou que o transformador faz mesmo parte do sistema interno de distribuição de energia, mas está numa área restrita ao acesso da CEB. A direção afirma que o TC foi consertado em caráter de urgência e será substituído futuramente. De acordo com a universidade, as causas das falhas ainda são desconhecidas.

No Laboratório de Genética, o gerador está encostado embaixo de uma bancada há dois anos, aguardando a instalação. O equipamento foi obtido por meio de um convênio com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

De acordo com o professor responsável pelo laboratório, César Koppe Grisólia, o único ônus da universidade seria com a ligação do equipamento.

Falta de luz em janeiro durou cerca de 30 horas

Essa não é a primeira vez que pesquisadores e estudantes da Universidade de Brasília (UnB) ficam no escuro. Pelo menos dois apagões causaram transtornos em salas de aula e laboratórios desde o ano passado.

A falta de luz mais recente ocorreu há dois meses, em 21 de janeiro, e deixou o câmpus sem energia elétrica por pelo menos 30 horas, devido a uma falha na distribuição. Nos departamentos de Biologia, Bioquímica e Medicina Veterinária, entre outros, funcionários tiveram que remover, às pressas, amostras de pesquisa, enzimas e outros materiais que ficaram comprometidos com a falta de refrigeração.

No dia 9 de maio de 2006, as aulas também foram interrompidas pela falta de energia. Dessa vez, o problema foi causado pela falta de pagamento. A UnB mantinha uma dívida de mais de R$ 3 milhões com a CEB, que determinou o corte do fornecimento.
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.