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PF vai investigar motivação racista em incêndio na UnB

      
Apartamentos incendiados tinham cruzes vermelhas e símbolo da Clu Clux Clã

Vannildo Mendes

A Polícia Federal abriu inquérito na quarta-feira, 28, para apurar o incêndio criminoso, com suposta motivação racista, dos alojamentos de alunos africanos da Universidade de Brasília (UnB). O episódio ocorreu um dia depois que a ministra chefe da Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Matilde Ribeiro, ter declarado que não é racismo quando um negro se insurge contra um branco, pois "quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou".

Para a PF, porém, é cedo para tirar qualquer conclusão pois são comuns casos de vandalismo desse tipo em instalações da UnB. Além disso, o grupo de africanos teria tido um desentendimento com alunos brasileiros no final do ano passado, conforme informou o reitor da universidade, Thimoty Mulholand.

O incêndio ocorreu durante a madrugada de quarta, nas portas de três apartamentos do Bloco B da Casa do Estudante Universitário. Testemunhas disseram à polícia terem ouvido uma explosão de bomba caseira pouco antes. Os imóveis são habitados por oito estudantes africanos, mandados pelos governos de seus países mediante convênio com a UnB.

A PF vai investigar se tem algo a ver com o caso o fato de os extintores de incêndio estarem esvaziados nos primeiro e segundo andares, se foi proposital ou não o esvaziamento dos extintores. Outro fato intrigante é que os três apartamentos incendiados tinham cruzes vermelhas e símbolo da Clu Clux Clã pintadas nas portas. O inquérito ficará a cargo do delegado Francisco Serra Azul.
 
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