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Vestibular mais humano

      
Reitores de todo o País se reúnem na UnB para discutir mudanças. Idéia é fazer seleção por áreas e não mais uma prova única para todos

Mariana Branco


Começa a ser debatida hoje, na Universidade de Brasília (UnB), uma proposta que pode mudar a vida dos estudantes brasileiros. Em breve, um aluno poderá ingressar na universidade não para cursar Direito, mas para estudar Ciências Humanas e depois direcionar sua carreira. Também poderá fazer uma prova mais voltada para sua área de interesse, e seriada, em substituição ao atual vestibular.

Reitores de 40 das 57 Instituições Federais de Ensino Superior vão discutir essas propostas até sábado, no Auditório Dois Candangos da UnB, durante o seminário Universidade Nova. Elas fazem parte do projeto original do educador Anísio Teixeira para a UnB, idealizado à época de sua construção. A intenção é que o novo vestibular seja aplicado em todas as universidades brasileiras.

Representantes do Ministério da Educação acompanharão os trabalhos. Os reitores esperam que o MEC libere recursos para as modificações - em especial contratação de professores e ampliação do número de vagas, a fim de fazer um vestibular mais humano e menos concorrido -, mas querem implementá-las mesmo que a verba não seja a esperada.

"Esperamos que a UnB coloque algumas mudanças em prática já em meados de 2008, com a oferta de novos cursos, mais voltados para a proposta original de Anísio Teixeira", disse Timothy Mulholland, reitor da UnB.

O reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Naomar Almeida Filho, acredita que as mudanças precisam ser realizadas, porque o processo seletivo para entrada em uma universidade, hoje, é algo que ele classifica de ilógico.

"Um único exame serve para os mais variados cursos. Existem cursos muito concorridos, como Medicina, e as provas são preparadas para atender a essa concorrência. Com a existência, não mais de vestibular para carreiras, e sim para grandes áreas - Saúde, Exatas, Sociais - vamos conseguir diluir essa concorrência", explica Almeida, acrescentando que esse modelo transfere para mais tarde a decisão extremamente difícil que os alunos têm que tomar ainda no Ensino Médio: que carreira seguir.
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