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Universidade desconhece número de hóspedes

      
Não existe controle sobre a população de parentes que vivem junto com os 970 alunos cadastrados


A Unicamp não tem controle sobre o número total de hóspedes vivem nas 226 casas e 27 estúdios destinados aos alunos cadastrados na Moradia Estudantil. A informação foi dada ontem à reportagem por Edgar de Decca, pró-reitor de Graduação, e por Teresa Atvars, pró-reitora de Pós-Graduação da universidade.

Os pró-reitores reconheceram que não conseguem ter dados e estatísticas sobre a população que vive sem o devido cadastro na Moradia Estudantil com os 970 estudantes regularizados. "Além destes 970 que preenchem os critérios (socioeconômicos) necessários, outros estudantes vivem no local sem estar na relação de vagas preenchidas", afirmou Teresa. "Isso causa a impressão de que faltam vagas, porém não corresponde à verdade", completou a pró-reitora.

Para ter o direito a uma vaga na Moradia Estudantil, a família do estudante deve ter uma renda per capita de até R$ 600,00. Ou seja, uma família de cinco pessoas deve ter uma renda familiar igual ou inferior a R$ 3 mil (R$ 600,00 cada um). "Quem não tem este perfil, não obtém a vaga. Apesar disso, muitos que não conseguem a vaga convencem os demais colegas da Moradia a ficar no local como hóspedes", explicou Teresa.

A invasão da reitoria, segundo a pró-reitora, tem interesses políticos, defendidos por uma minoria. "A Unicamp conta hoje com 32 mil estudantes de graduação e pós-graduação e o protesto é realizado por um grupo de um pouco mais de 100 estudantes, que inviabilizam os trabalhos administrativos sem razão alguma", disse.

Contrato

Teresa disse que os alunos afetados pela interdição do Bloco B já foram contemplados com soluções de moradia. "Já assinaram contrato, os 22 estudantes cadastrados afetados pelos estragos que ocorreram no período de chuvas", disse.

Os estudantes que ocuparam a reitoria contestam os pró-reitores e alegam que 48 moradores foram desalojados do bloco B da Moradia Estudantil, interditado por apresentar risco de desabamento. As chuvas que atingiram o distrito de Barão Geraldo, no último dia 16, foi apontada pela universidade como responsável pelo abalo da estrutura do prédio, que teve rachaduras de até 7cm nas paredes e no piso de 11 residências. Causou também a inclinação de colunas do bloco.

Sérgio Henrique de Oliveira, um dos representantes dos estudantes, disse que os problemas estruturais foram causados pela falta de manutenção nos últimos quatro anos. "Os estudantes alertaram sobre infiltrações, rachaduras, mas nada foi realizado. Apenas obras de paisagismo", afirmou o estudante.

Oliveira reclamou também que a reitoria não cumpre o projeto original da Moradia Estudantil. "Em 1989, estava prevista a abertura de 1,5 mil vagas. Hoje, 18 anos depois, existem 970 vagas", comparou. "Neste período de 18 anos, a Unicamp dobrou o número de estudantes", observou.
 
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