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Notícias

No tête-a-tête

      

Por Bárbara Semerene

Apesar de hoje haver tantos grupos de atuação juvenil, você pode agir também por conta própria até sem sair de casa! Hoje, praticamente todos os sites de governos - federal, estaduais e municipais - têm espaços para você interagir. Além das ouvidorias e dos 0800, é possível falar diretamente com um deputado, vereador, ou senador - por e-mail ou telefone. Todos os contatos são transparentes. "Eu respondo todos os e-mails e cartas que recebo. Em 20% dos casos são idéias de projetos de leis. Quem altera leis é o parlamentar, mas qualquer pessoa pode sugerir a um que tenha afinidade. Uma dessas idéias que recebi está virando projeto. Foi um consumidor que fez umas reclamações sobre rotulagem de transgênicos e a gente está fazendo estudo para acrescentar às opiniões dele. Outra idéia que recebi por e-mail já virou lei: o direito de mães levarem filhos de qualquer idade para albergues", conta Manuela dïávila, 26 anos, deputada pelo PCdoB/RS (Partido Comunista do Brasil).

Você também pode fazer denúncias e reclamações - até anonimanente - e acompanhar o andamento delas por meio dos próprios portais. O site da prefeitura de São Paulo, por exemplo, tem um competente SAC ( Serviço de Atendimento ao Cidadão). Ali, já estão disponíveis para o usuário as opções de temas a serem abordados, tais como "buraco", "acesso para deficientes físicos", "comércio irregular", "construção de passarelas", entre outros mais de 100 temas. No ranking de solicitações exposto no site, foram recebidas 42.624 solicitações entre fevereiro e março deste ano.

Mas, se você quer atuar em nível nacional, também pode. O site da Câmara dos Deputados é superinterativo. Se fuçar, você acha diversos caminhos para ter acesso à Casa, e pode assistir, pela internet, às reuniões, votações, etc. Para falar com a Ouvidoria, basta clicar no link "Entre em contato", enviar um fax (61 215 8501/02) ou mesmo telefonar para a Ouvidoria (61 3215 8505) ou para o Disque-Câmara (0800 619 619) . A ouvidoria faz a ponte entre você e os órgãos públicos. Por exemplo, se você reclamar da falta de segurança na sua rua, vão encaminhar sua queixa para a Secretaria de Segurança Pública estadual e esperar que enviem as providências que foram tomadas. Enquanto não houver resposta para o cidadão, a Ouvidoria não abandona o caso. Os órgãos públicos envolvidos se comprometem com o caso, uma vez que a solicitação é enviada por escrito e a resposta é cobrada em caráter oficial. No caso de denúncias, que envolvem apuração, não basta ligar e denunciar. A Ouvidoria precisa de um relato completo do assunto, documentos, provas, enfim, tudo o que possa servir de subsídio para o encaminhamento correto. Recomenda-se que o cidadão oficialize a acusação por escrito e com todos os seus dados pessoais. O atendimento telefônico não é o mais adequado.

Por meio do site da Câmara dos deputados, você também pode fiscalizar e acompanhar a atuação dos deputados. O site transmite, ao vivo, todas as sessões da Câmara. E traz informações como lista de presença dos parlamentares nas sessões, resultado das votações, produção de leis, comissões e pedidos de reembolso de despesas feitos pelo parlamentar, composição das mesas, ordem do dia, agenda do presidente da Casa, perfil individual de cada parlamentar, filiações partidárias anteriores, declaração patrimonial e remuneração pessoal dos parlamentares, bem como suas principais propostas. Você também pode fazer esse acompanhamento pela TV (TV Senado e TV Câmara).

Ao vivo
Você sabia que as reuniões do Congresso Nacional são abertas ao público? Isso mesmo, você pode assistir a todas os debates de deputados e as votações, presencialmente, todos os dias. E aí vai saber como acontece todo o processo de elaboração das leis. Você só não vai poder opinar, tem que ficar ouvindo caladinho. Mas nada impede que fale com um deputado depois, informalmente, para tentar influenciá-lo.

Também é possível você freqüentar as reuniões dos partidos políticos, sindicatos e associações de moradores. Todo bairro tem uma. Você pode ir lá dar uma bisbilhotada para ver o que está rolando e fazer sugestões. Sabendo disso, agora você pode abrir o bocão. "Os problemas de participação hoje não são de acesso. O problema é de baixa tradição cívica", afirmou o cientista político do IBEP (Instituto Brasileiro de Estudos de Política), José Luciano Dias. Bem, acho que isso já está começando a mudar. Quer fazer parte deste processo?

Serviço
Site da Manuela - https://www.eaibeleza.com.br

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