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Obra amplia campus da USP Leste

      
Universidade terá mais 11 mil metros quadrados neste ano; edifício terá 14 laboratórios e 150 salas; conjunto poliesportivo ganha piscina coberta

Marcela Spinosa

Um novo edifício e um complexo esportivo, que somam juntos mais 11 mil metros quadrados de área construída, fazem parte da terceira fase de obras da USP Leste, que está a todo vapor na região de Ermelino Matarazzo, divisa de São Paulo com Guarulhos.

Os novos prédios abrigarão laboratórios de pesquisa e salas para os professores. No ginásio de esportes, serão construídas quadras, salas de ginástica e, futuramente, uma piscina. A previsão é que tudo esteja pronto em outubro e em pleno funcionamento para o ano letivo do ano que vem.

O projeto do campus previa a construção de um outro bloco com salas de aula. "Por ora não existe uma demanda efetiva do ponto de vista de recursos e necessidade. Mas, a área está reservada para a construção desse módulo", disse o arquiteto da Coordenadoria do Espaço Físico da USP, Rogério Bessa.

O 5º prédio da USP Leste já está em construção. O esqueleto de 8 mil metros quadrados, que é visto no local, se transformará em um edifício com três pavimentos. Ali, vão funcionar 14 laboratórios de pesquisa e mais 150 salas de professores. "Os laboratórios servirão para os professores desenvolverem suas pesquisas, para os alunos fazerem iniciação científica e para os futuros alunos de pós-graduação", explicou o diretor da unidade, Dante de Rose Júnior.

A construção do ginásio poliesportivo está em fase de terraplenagem do terreno. O centro esportivo terá 3,2 mil metros quadrados e terá duas quadras cobertas, salas de ginástica, duas quadras externas e um campo de futebol. "Também está prevista uma piscina coberta para atender o curso de Ciências da Atividade Física. Isso deve ficar para 2008", disse De Rose. "O ginásio também atenderá nosso público interno e projetos com a comunidade do Jardim Keralux", completou.

As atividades oferecidas aos moradores da região acontecem nas quadras e no campo de futebol de salão que foram construídos no extinto heliponto.

"Ainda existem algumas pendências e possibilidades de continuidade do projeto", informou De Rose. Um grande prédio branco, já pronto, receberá a cozinha, que hoje é terceirizada. Outro bloco, que também está concluído, será o posto de enfermagem e ainda falta instalar os aparelhos de ar-condicionado.

A USP Leste está dentro do Parque Ecológico do Tietê e árvores foram removidas para abrigar a universidade. Essa área verde será devolvida com a plantação de dois grandes bosques.

A USP Leste atende 3.060 alunos em dez diferentes cursos. A construção custou R$ 54 milhões e começou em 2005. Os prédios da biblioteca, anfiteatros e salas de aula e professores foram entregues no ano passado. A primeira turma do novo campus se forma ano que vem.

Transporte

Mais do que lidar com obras dentro da Universidade, a principal dificuldade dos alunos da USP Leste ainda é chegar ao campus. "Estamos posicionados num local complicado de acesso", explicou o diretor da unidade, Dante de Rose Junior. "Nós temos o acesso só pela Rodovia Ayrton Senna e pela Avenida Assis Ribeiro." Os estudantes reivindicam a estação USP Leste da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e mais linhas de ônibus para servir à região.

Paradas desde o fim do ano passado, as obras de construção da estação estão sendo retomadas agora, segundo José Luiz Portella, secretário estadual de transportes metropolitanos. "Não há atraso, esse é o cronograma do governo Serra", afirmou. Previstas para o meio de 2007, o prazo para entrega das obras foi adiado para março de 2008.

O motivo foi o contingenciamento de verbas anunciado pelo ex-governador Cláudio Lembo (PFL) em 2006, que deixou sem recursos o projeto de revitalização da linha F da CPTM, a mais defasada das seis oferecidas pela empresa.

Na quarta-feira, 28, o governador José Serra (PSDB) entregou o primeiro de 15 trens que devem ser modernizados em 2007, e afirmou que quer "dar um salto em matéria de metrô, transformando as linhas de trem em metrô de superfície". As obras devem consumir R$ 1,2 bilhão até 2010.

Enquanto a estação não fica pronta, a USP Leste transporta os estudantes da estação de trem Engenheiro Goulart ao campus. O transporte dos alunos é feito por quatro vans da USP Leste. Outros dois ônibus não fazem o trajeto por não caberem no túnel embaixo dos trilhos do trem é feito o retorno.

Para os estudantes que chegam de ônibus, a linha disponível é a 2718/31 - "Jd. Keralux - Metrô Penha , de onde é preciso tomar a condução gratuita da USP. Com a chegada da USP Leste, em 2005, o número de passageiros aumentou, mas a frota de veículos não cresceu para dar conta da nova demanda.

A SPTrans informou, em nota, que não está previsto novos serviços ou aumento na frota de oito microônibus na linha já existente. A empresa disse ainda que possui cinco linhas que trafegam pela Avenida Assis Ribeiro.
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