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Medicina com aulas pela internet

      
Vanessa Selicani

A educação a distância chegou à área médica. As cirurgias ainda não podem ser feitas virtualmente, mas universidades conceituadas, como USP (Universidade de São Paulo) e Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), já utilizam o método em cursos de extensão e em algumas disciplinas teóricas.

Na região, a FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) oferece um curso de dermocosmiatria (estudo dos cosméticos) a distância, que tem estudantes até do Amazonas. E a intenção do diretor da faculdade, Luiz Henrique Paschoal, é que a modalidade cresça nos próximos meses. "O curso de dermatologia será o primeiro a ter algumas diciplinas virtuais", afirma Paschoal, que quer ficar na história da faculdade como o "diretor da informática".

O Brasil produz tecnologia para que os cursos de Medicina possam utilizar a educação a distância. Foi criado pela USP, na diciplina de Telemedicina, um programa chamado Homem Virtual. O programa reproduz o funcionamento do corpo humano , utilizando animações virtuais. Está em fase de finalização o primeiro embrião virtual do mundo, construído pelo programa.

MENOS TEMPO

A expectatica dos especialistas é que o ensino não-presencial possibilite que a matéria dada em seis anos diminua para três.

Chao Lung Wen, coordenador de Telemedicina na USP, explica que o objetivo não é encurtar o curso, mas inserir mais conteúdo. "Algumas especializações demoram até 12 anos. A Telemedicina pode diminuir esse tempo. Nossa verdadeira intenção é dar mais conteúdo."

A Unifesp é uma das universidades participantes do projeto UAB (Universidade Aberta do Brasil) e transmitirá aulas a partir de junho para três pólos em São Paulo e, em outubro, para mais oito, no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Amazonas.

"A região Norte, principalmente a área indígena, receberá aulas daqui de São Paulo sobre primeiros socorros", conta a coordenadora técnica da Unifesp Virtual, Gisele Garbe. Cirurgias a distância podem soar como ficção científica. Mas no Brasil já está em circulação produtos como o eletrocardiograma por telefone. O aparelho permite transmitir o exame por telefone para um hospital.

Os limites do ensino da Medicina a Distância gera polêmica entre professores. A maioria ainda acredita ser impossível a formação 100% pelo método. "O aluno precisa desenvolver o raciocínio, a prática e o contato com o público", conclui Wen.
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