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Estudante da UnB pede rigor na avaliação para a concessão de moradia

      
A falta de um critério rigoroso para distribuição de vagas aos alunos na Casa do Estudante Universitário (CEU) da Universidade de Brasília (UnB) pode ter ocasionado incidente como o da última quarta-feira (28), quando foram incendiados três apartamentos onde moravam dez alunos africanos.

A opinião é de Wagner Guimarães, estudante de Engenharia Florestal e um dos acusados, pelos africanos, de ter provocado o incêndio. Ex-integrante da Associação da Casa do Estudante Universitário, ele disse em entrevista à imprensa hoje (2), na UnB, que o clima de violência no alojamento pode ter uma explicação cultural.

"Não pelo racismo, mas sim pela falta de critérios na avaliação, pela universidade, da condição sócio-econômica para a concessão de vagas, tanto aos estrangeiros como aos brasileiros. Desses, alguns vivem ilegalmente na Casa", denunciou Guimarães. E acrescentou: "O documento que regulamenta a vinda de estrangeiros especifica que eles devem ser responsáveis pelas passagens de vinda e volta, e ainda pelas formas de se manterem no Brasil".

Na última sexta-feira (30) a estudante brasileira Diana Rêguer, que também mora na CEU, havia informado à Rádio Nacional que "uma rixa existe há tempo entre os brasileiros e os estudantes africanos". Na entrevista, ela dissera acreditar na possibilidade de os conflitos estarem ligados ao fato de alguns estrangeiros não precisarem da moradia custeada pela universidade: "Uns precisam, mas não são todos. Um cara que usa tênis Nike, camisa Adidas, celular Motorola, além de ter um som caro em casa, é muito suspeito de ser pobre".

A condição sócio-econômica, na opinião de Wagner Guimarães, deve ser fator determinante na distribuição de moradia a estudantes: "Pobre é pobre em qualquer lugar. Não queremos impedir ninguém de vir morar aqui. Só que as coisas devem ser feitas de forma justa para todos".

No final do ano passado, a Associação da Casa do Estudante Universitário encaminhou ao Ministério Público Federal (MPF) um pedido de obrigatoriedade da avaliação sócio-econômica para concessão de vagas no alojamento. A assessoria de imprensa do MPF informou que o processo está sob análise e que nenhuma recomendação foi encaminhada à UnB.

Moram na Casa da UnB 380 alunos, dos quais 22 são africanos, vindos de Guiné, Senegal e Nigéria. Dos cerca de 25 mil alunos da universidade, 427 são estrangeiros.
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