text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

MPDF quer investigação sobre crime de racismo na UnB

      
O Ministério Público resolveu interferir nas investigações sobre o ataque contra as moradias de estudantes africanos da Universidade de Brasília (UnB), ocorrido na madrugada da última quarta-feira (28) na Casa do Estudante Universitário (CEU).

Preocupada com a possibilidade de a Polícia Federal não investigar o caso como um crime racial, a promotora do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação, Laís Cerqueira da Silva, solicitou as cópias dos inquéritos às polícias Civil e Federal. A promotora diz que a medida tem como objetivo evitar que o caso seja analisado como um atentado sem cunho racial e colaborar nos levantamentos.

"Precisamos saber se há qualquer referência de natureza racista nos inquéritos e na ocorrência policial. A investigação tem buscado descartar ao máximo essa questão. Isso pode comprometer drasticamente a investigação e seria um grande equívoco", observa a promotora.

As investigações sobre o caso também deverão contar com a colaboração do Ministério Público Federal, já que a UnB pertence à União e foi alvo de um atentado que representou danos materiais. Segundo o MPDF, até o fim desta semana deverá ser designado um procurador federal do DF para acompanhar o caso.

Investigação
Apontado como um dos suspeitos na investigação da Polícia Federal, o estudante Wagner Guimarães, apresentou nesta segunda-feira documentos comprovando que os desentendimentos no CEU são antigos. Ele nega que haja qualquer conotação racista no atentado e diz ser alvo de uma grande injustiça. "Eu sempre resolvi os problemas que acontecem por aqui e por esse simples fato fui colocado injustamente como um dos responsáveis pelo o acontecido", diz ele, que foi tesoureiro da Associação de moradores do CEU por dois anos.

Wagner foi apontado por estudantes africanos com autor do ataque após ter sido visto próximo ao local horas depois do ocorrido. O aluno, que estuda Engenharia Florestal, justificou as acusações afirmando que estava a caminho da aula. "Eu acordei com o barulho no andar de baixo. Fui ver o que era e depois segui para minha aula. Os estudantes africanos me viram e começaram a gritar culpado", diz ele.

Mesmo com as justificativas de que não há qualquer conflito racial no CEU, estudantes dizem que africanos já estiveram envolvidos em tumultos no local. O aluno de Ciência da Computação, Djalma José da Silva Junior, diz ter sido ameaçado duas vezes por um morador africano.

Reitoria
As denúncias sobre irregularidades na Casa do Estudante Universitário (CEU) mobilizaram a reitoria da universidade. Moradores alegam que há pessoas morando no local que nem se quer estudam na instituição. Além disso, há denúncias de fraudes no estudos sócio-econômicos que permitem a disputa de uma vaga para morar no edifício.

O reitor da universidade, no entanto, nega que haja qualquer negligência ou omissão por parte da reitoria com os moradores do CEU. Ele afirmou, por meio de interlocutores, que todos os estudantes que moram no local são maiores de 18 anos e responsáveis pelos seus atos. Sendo assim, nada justifica que moradores ou possíveis freqüentadores possam cometer um atentado à vida.
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.