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Exercício da democracia

      
Durante as atividades do Parlamento Jovem, estudantes fazem propostas, que são encaminhadas ao Legislativo para análise

Alunos de ciências sociais da PUC Minas começaram o ano exercendo e discutindo a democracia. Monitores do programa Parlamento Jovem ensinam e incentivam o debate entre estudantes de sete escolas de ensino médio da capital. O objetivo é desenvolver a consciência política e despertar o interesse dos jovens cidadãos pelas questões coletivas. A meta das atividades é torná-los mais ativos, a partir do momento em que se sentirem inseridos na realidade política, entendendo a estrutura do Estado e compreendendo seus direitos e deveres.

Nos encontros, que são realizados uma ou duas vezes por semana, os participantes do programa desenvolvem oficinas de conteúdo teórico sobre democracia, participação política, cidadania e os três poderes, em especial o Legislativo. Nas oficinas, são realizadas apresentações de teatro e oratória, discussões e pesquisas sobre "Educação: inclusão e qualidade", tema escolhido para os debates deste ano.

Os estudantes são preparados para um seminário legislativo, que será promovido em 11 de junho e não é uma simulação. Até lá, cada escola desenvolve propostas relacionadas ao tema. Os alunos se reúnem e votam as proposições, que são reorganizadas num documento a ser encaminhado à Comissão de Participação Popular da Assembléia Legislativa. O material é analisado e enviado para a apreciação dos deputados. No dia do seminário, os trabalhos serão realizados no plenário da própria Assembléia.

Segundo Elisabete Marques, coordenadora do projeto na PUC Minas, têm surgido boas proposições. "Os alunos estudam muito sobre o tema escolhido, buscam propostas que já foram apresentadas, sugerem emendas e elaboram novas idéias. Algumas propostas de alunos que participaram do programa em anos anteriores já estão em tramitação. Outras, que fogem da esfera da Assembléia, são encaminhadas às instituições adequadas", explica.

O trabalho tem demonstrado aos jovens que a política faz parte do cotidiano de todos. "Aos poucos, os alunos vão percebendo que também são atores da política. Como esse projeto é desenvolvido anualmente com escolas diferentes, creio que a tendência é aumentar essa sensação de pertencimento e gerar um efeito multiplicador, favorecendo a conscientização cada vez maior da juventude", afirma Thiago Germano, aluno do 5º período.

SURPRESA Lílian Carmminy, do 2º período, não esperava a surpresa dos estudantes ao perceberem que têm livre acesso à Assembléia. Mesmo a possibilidade de freqüentar a universidade foi novidade para alguns, e mais ainda a descoberta sobre a abertura que têm para apresentar ao Legislativo propostas que consideram relevantes.

A paixão por política explica a opção de Pablo Figueiredo de Sousa, do 3º período, pelo curso de ciências sociais. A participação como monitor nas salas de aula lhe deu outra perspectiva da profissão. "Quando entrei no curso, passei a me aprofundar nos conteúdos de sociologia e antropologia. Agora, junto com a política, vejo como é repassar esse conhecimento para terceiros e tenho uma idéia do que é ser professor. Tenho certeza de que isso vai me ajudar a optar por um caminho profissional", afirma.

Com aulas de democracia clássica e moderna, entre outros assuntos, os alunos do ensino médio têm se mostrado mais críticos. "Uma de minhas alunas, durante um debate sobre liberdade de imprensa, questionou uma decisão do colégio, que tinha suspendido o jornal interno por quatro edições porque a publicação divulgou uma nota sobre o atraso nas obras de uma quadra", lembra Lílian. "Os alunos começam a relacionar o aprendizado à própria realidade."
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