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Nos passos de Liberdade, Liberdade

      
Projeto Teatro nas Universidades, apoiado pela ACSP, entra em seu terceiro ano.

Momentos antes do início de Liberdade, Liberdade , espetáculo que deu largada ao projeto Teatro nas Universidades no dia 28 de abril de 2005, o então presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Guilherme Afif Domingos, apoderou-se do microfone e, diante de um teatro de Cultura Artística abarrotado, tornou público um dado preocupante. Uma grande pesquisa feita nas principais faculdades brasileiras dava conta de que mais de 60% dos universitários nunca tinham visto uma peça de teatro na vida. O breve discurso de Afif, ainda que não houvesse esta intenção, conferiu uma contundência ainda maior à história que viria em seguida. Escrita por Flávio Rangel e Millôr Fernandes, Liberdade, Liberdade revelou-se um libelo certeiro contra alguns caminhos tortuosos que o Brasil passou a trilhar a partir da metade dos anos 60. Aquela foi a única noite em que a peça, dirigida por Cibele Forjaz, foi encenada em um grande teatro comercial. A partir do dia seguinte, o espetáculo entrou em sua turnê universitária: ele só seria visto nos palcos das faculdades, com entrada franqueada aos alunos e um debate envolvendo artistas e educadores no fim de cada sessão. Naquela noite, o resultado pessimista da pesquisa começava a ser pacientemente implodido.

O segundo espetáculo, Sossego e Turbulência no Coração de Hortência , promoveu uma eficiente amálgama entre realidade e ficção para revelar, no palco, o que a ACSP sempre denunciou: a abusiva carga tributária. Escrita por José Antonio de Souza, a peça viajava por mais de cem anos de história com o intuito de revelar como os empresários cãm sufocados diante da sanha dos impostos.

Para a terceira peça, os atores Nicete Bruno e Paulo Goulart, idealizadores do projeto, apoiado pela ACSP, decidiram convocar Antonio Abujamra e seu irresistível monólogo A Voz do Provocador , uma visão bem-humorada de sua própria trajetória artística. Neste mês de março, o projeto - que em dois anos percorreu 39 faculdades e atingiu quase 60 mil pessoas - entrou em sua terceira temporada, com a premiada Agreste, de Newton Moreno, demonstrando o sucesso alcançado pela empreitada.
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