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Educação deve caminhar sozinha

      
Livro, que será lançado hoje em São Paulo, apresenta discussões e elege 20 pontos importantes que serão base para futuros projetos de lei da Câmara dos Deputados

BARTIRA BETINI

Uma lista com 20 sugestões para melhorar a Educação brasileira faz parte do livro DNA da Educação, que será lançado hoje em São Paulo. Organizado pelo ex-secretário municipal de Educação Fernando de Almeida, professor da PUC-SP, a publicação reúne a discussão de 3 dias de seminário sobre as diretrizes educacionais brasileiras debatidas com parlamentares em maio.

Um dos pontos defendidos como diretriz está a necessidade de a Educação ter autonomia em relação à economia do País. "Ou seja, sabemos que tem relação direta, mas precisa ter investimentos próprios e definidos independentemente do momento econômico. Isso ajudaria muito", diz Almeida.

As sugestões foram apresentadas na Câmara dos Deputados e o livro entregue ao ministro Fernando Haddad. "As diretrizes serão plataformas para serem consultadas antes da elaboração de qualquer lei de Educação na Câmara, o que para nós é um grande avanço e mostra o resultado positivo da discussão", conclui o professor da PUC-SP.

Outro item envolvendo a economia do País diz ainda que o custo por aluno do sistema de Educação básica é baixo. No entanto, a pouca qualidade da Educação deriva da insuficiência de recursos para atender os 55 milhões de alunos. Com juros reais caindo de 10% para 5%, o governo disporia de novos R$ 100 bilhões ao ano e se a economia crescesse 5% ao ano, disporia de novos R$ 50 bilhões. A coibição da má gestão e do desvio sistemático de recursos também aumentaria substancialmente os valores efetivamente disponíveis.

O diretor Braz Nogueira, da Emef Presidente Campos Sales, na Zona Sul de São Paulo, apóia que o dinheiro público investido em Educação seja independente, como também a formação dos cidadãos. "O que não pode acontecer, e infelizmente é comum vermos hoje, é a Educação se submeter a uma produção capitalista que visa ao lucro. Por exemplo, formar um profissional para o mercado de trabalho, mas não dar ênfase aos conceitos que ajudam na formação de valores para a sua vida."

As tecnologias da informação e da comunicação aplicadas à educação como condições para o aperfeiçoamento pedagógico e para a formação continuada dos professores. E as políticas educacionais desarticuladas das políticas de cultura, ciência e tecnologia, também fazem parte das sugestões.

"Tudo isso é importante, mas enquanto o estudante da escola pública continuar sem ter todas suas aulas diárias, o ensino não vai melhorar, independentemente de qualquer regra. Eu acho que muito mais de 50% dos alunos da rede pública volta para casa no meio do período de aula, o que prejudica o aprendizado e anula qualquer investimento em Educação", acredita Braz.
 
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