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Notícias

UnB: Clima continua ruim

      
André Bezerra

Uma semana após o incêndio criminoso ateado em apartamentos da residência estudantil onde moravam estudantes africanos da Universidade de Brasília (UnB), permanece o clima de desconforto no câmpus. Moradores da Casa do Estudante Universitário (CEU) continuam se queixando de rixas e desentendimento entre os vizinhos. Novas denúncias de problemas de convivência são levantadas, inclusive contra o estudante de engenharia florestal Wagner Guimarães, 28 anos, um dos alunos intimados a depor na Polícia Federal como suspeito de participar da ação criminosa.

Na última semana, o aluno apontou dificuldades no convívio entre universitários africanos e brasileiros na CEU. Segundo ele, que fez parte da associação de moradores da CEU, os africanos realizavam festas com música alta e muitos convidados no prédio. No entanto, Guimarães também é apontado por alunos e seguranças da UnB como um vizinho problemático.

Estudantes registraram ocorrências junto à Diretoria de Desenvolvimento Social da UnB, reclamando que Wagner também faria barulho com freqüência. Uma das reclamações menciona que o estudante praticava bateria em seu apartamento, no bloco B da CEU. Em outra ocasião, ele é citado como um dos realizadores de uma festa com mais de 100 pessoas no edifício. Outro registro mostra que o aluno teria se recusado a receber dois novos estudantes em seu apartamento. O regulamento da UnB prevê que morem quatro pessoas em cada quarto, mas na ocasião havia apenas dois ocupantes.

Ele nega as acusações e reitera que o Serviço de Moradia Estudantil não consegue intermediar os conflitos. "Eu nunca toquei bateria, mas morei com um rapaz que tocava o instrumento e incomodava os vizinhos. Tanto é que o problema não ocorre mais. Além disso, nunca fiz nenhuma grande festa no alojamento. São acusações falsas", afirma. Quanto aos novos companheiros de quarto, ele acusa a UnB de ser responsável, por não conseguir alocar os alunos de acordo com o perfil dos estudantes. Questionada sobre o assunto, a UnB declarou que realiza uma triagem detalhada na hora de posicionar os alunos nos apartamentos. A Procuradoria Jurídica da UnB também afirmou que analisa as denúncias de perturbação no alojamento estudantil.
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