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Notícias

Ato contra racismo termina em confusão em Brasília

      
Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) se reuniram, nesta quarta-feira (4), para fazer um ato público contra o atentado aos africanos. Durante o ato, manifestantes não conseguiram se entender porque representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) queriam encaminhar uma pauta para discussão, o que não foi feito. "A nossa proposta era que fosse encaminhada pauta. Mas não foi aceita", diz o integrante direção da UNE, Leandro Cerqueira.

"Se a gente fizer simplesmente um ato vazio, sem substância, o movimento estudantil vai acabar assim, sem discussão. E a gente não vai conseguir acabar com o racismo na UnB", acredita o estudante da UnB Rafãl Barros.

Da manifestação, parte dos estudantes foi para o prédio da Reitoria, onde se reuniram com professores da UnB. Eles assumiram o compromisso de tomar medidas para combater o problema. "A primeira delas será a abertura de um fórum na internet. A segunda ação será feita pela Faculdade de Educação, que implantará a Lei 10.639, que obriga o estudo da História da áfrica e dessas questões", explica a decana de extensão da UnB, Leila Chalub.


Reivindicações

No final do encontro, os estudantes entregaram uma carta ao reitor da UnB, Timothy Mulholand. Eles defendem a investigação rigorosa dos fatos, o estímulo e ampliação de programas de cooperação internacional e enfatizam, também, a necessidade de aprimorar mecanismos de integração dos estudantes estrangeiros.

"A princípio, pelo que eu já li, parece que é perfeitamente realizável. Há questões de obras, mas que não dependem apenas da minha decisão. Mas a questão política de obras sou eu que encaminho. Então, nós podemos discutir isso", garantiu o reitor.
Além de analisar as propostas entregues na carta dos alunos, o reitor afirmou que vai despachar na Casa do Estudante duas vezes por mês para discutir os problemas da Casa.


Investigação

O delegado da Polícia Federal Francisco Serra Azul ouviu nesta quarta mais três pessoas na investigação sobre o incêndio criminoso em apartamentos ocupados por estudantes africanos na UnB.

Serra Azul não divulgou os nomes, mas afirmou que entre os interrogados estão testemunhas e um estudante africano que estava no alojamento incendiado. Para não influenciar testemunhas, que podem colaborar com a polícia, Serra Azul preferiu não dar detalhes sobre a investigação.
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