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DF é campeão de permanência em sala de aula

      
FGV cria índice que combina matrículas, jornada média diária e porcentagem de faltas

Felipe Werneck

Os alunos de São Paulo estão matando aula, alerta a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Estado ocupa a 20¦ posição na classificação de presença em sala de aula entre jovens de 15 a 17 anos, com 4,6% de faltas, segundo estudo divulgado ontem. A FGV criou o Ranking Nacional de Permanência na Escola, que inclui, além da presença, a jornada média e o índice de matrícula.

Já na média dos três índices, São Paulo melhora e fica em 2º entre as 27 unidades da federação, atrás do Distrito Federal. No Estado, 87% dos jovens de 15 a 17 anos estão matriculados, a jornada média é de 4,4 horas por dia e as faltas chegam a 4,6%. O resultado: índice de 72,9%. "A pesquisa mostra onde São Paulo tem que fazer o dever de casa para assumir a liderança: o problema é de presença em sala, de faltas", disse o pesquisador Marcelo Neri, coordenador do estudo.

No Distrito Federal, 86% dos jovens nessa faixa etária estão matriculados, a jornada média é de 4,9 horas e 3,3% das aulas foram perdidas. O índice de permanência ficou em 81,4%, o maior do País. "Não por acaso teve o melhor desempenho do Enem. Belo indicador de que mais tempo na escola é importante", avaliou Neri. O levantamento inclui o ensino público e privado e é baseado em dados do suplemento educacional da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE.

O Rio é líder em matrículas de jovens de 15 a 17 anos, mas fica em 6º colocado quando é avaliada a jornada e a presença. No Estado, 88% dos jovens estão matriculados, a jornada média é de 4,2 horas diárias e o índice de faltas é de 3,2%. "O aluno está matriculado, falta pouco, mas a jornada de estudo é pequena", diz Neri. O Estado é o 3º no ranking de permanência (72,2%). Dados completos estão disponíveis no site na internet.

BOLSA FAMÖLIA

A pesquisa mostra que 18% dos jovens na faixa de 15 a 17 anos não freqüentam a escola, e o principal motivo é falta de vontade. "Dos entrevistados, 8% afirmam isso, outros 4% trabalham", disse Neri. Ele afirmou considerar "louvável" a intenção do governo federal de estender o Bolsa Família à faixa de 15 a 17 anos, mas disse que não basta. "? uma condição talvez necessária, mas não suficiente. Mais do que estender o Bolsa Família, é preciso revolucionar a escola, para que ela consiga atrair o jovem. Além disso, a bolsa pode potencializar matrícula e presença, mas como fazer em relação à jornada?", questiona.

NéMEROS

4,9 horas
por dia é a jornada média de jovens no Distrito Federal

4,6% é o índice
de faltas registrado pelos jovens do Estado de São Paulo

88% dos jovens
de 15 a 17 anos do Estado do Rio estão matriculados
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