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UnB: Racismo no Brasil

      
Na madrugada de 29 de março, um incêndio criminoso na porta de três apartamentos onde vivem 10 estudantes africanos, na Universidade de Brasília (UnB), trouxe à tona outra vez o tema da tensão social. O próprio reitor da UnB, Timothy Mulholland, declarou que a primeira universidade brasileira a estabelecer cotas para alunos negros teria o que chamou de "alma racista". O assunto já vinha sendo discutido desde a véspera, depois de uma declaração da ministra da Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro.

Em entrevista à BBC Brasil, a ministra afirmou que a insurgência de um negro contra um branco não poderia ser classificada como racismo, já que "é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou". Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) comentam o episódio.

"Os dois casos mostram como a universidade reproduz os problemas sociais. Então, a gente tem de discuti-los. Aqui, a gente tem pouco conflito porque há poucos alunos negros e índios. Ainda assim temos muita dificuldade em provar que alguém foi racista."
Luanda Sito, 25 anos - aluna de pós-graduação em lingüística aplicada

"Acho que isso não está certo. Já está provado que não há nenhuma diferença entre as pessoas. ? só a cor da pele."
André Reichelt, 17 anos - estudante de Administração de Empresas

"? uma situação horrível. Tem de respeitar as pessoas que estão ali para estudar. Se fossem americanos, acho que os outros não teriam este tipo de atitude."
Patrícia Bandeira, 18 anos - estudante de Administração de Empresas

"? uma postura totalmente retrógrada. Essas pessoas estão na academia, então se julga que têm cultura e um pensamento mais aberto. Agir assim é retroagir na História."

Flávia Renata Pinto Barbosa, 22 anos - estudante de Pedagogia
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