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Pais descontentes

      
Greve e paralisações preocupam pais de alunos da Unimep

FELIPE RODRIGUES

Os pais de alunos têm enfrentado um dilema na atual conjuntura da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Considerados como o "patinho feio" na queda de braço travada entre reitoria e professores, eles estão desorientados frente a paralisações das aulas e greves dos docentes. Aparecido Santim Mazzero, aposentado e pai de um aluno do curso de Publicidade e Propaganda, aponta que é preciso haver alguma manifestação para mostrar o posicionamento dos pais sobre o assunto. "Tenho contato com diversos deles e percebo que estão todos bastante estressados com a situação", comenta.

Mazzero já pensa em parar de pagar as mensalidades da Unimep enquanto a crise financeira e política da universidade não diminui. "Também penso em trocar a faculdade do meu filho por outra mais estável", diz. Segundo ele, uma média de 20% de pais já interromperam o pagamento das mensalidades na instituição. "Nós estamos em uma situação muito ruim, sem ter com quem conversar. Não sabemos a quem recorrer", continua. Caso as aulas não retornem, os pais têm o receio de que o semestre letivo esteja perdido. "O pior é que a gente paga por um serviço que não usa", conclui.

Nesta quinta (12), às 15 horas, haverá uma nova rodada de negociação entre a reitoria e a Comissão de Negociação, no campus Taquaral. De acordo com a assessoria da Associação dos Docentes da Unimep (Adunimep), o reitor enviou nesta última quarta (11) um ofício ao Sinpro, com cópia à Adunimep, propondo o retorno às atividades docentes e a suspensão imediata da greve. No documento, o reitor reafirma a disposição para a continuidade das negociações na busca do entendimento para resolver o conflito de interesses entre as partes. O contato para agendar a reunião foi feito pela diretoria do sindicato e a expectativa é de que sejam feitos esclarecimentos sobre o ofício e também sobre a redação da última proposta da reitoria.

Nas negociações entre a reitoria e o Sinpro/Adunimep, a situação se tornou mais complexa após duas medidas liminares concedidas pelo Poder Judiciário, cujo julgamento de mérito ainda se aguarda. A reitoria apresentou diversas propostas no Ministério Público do Trabalho (MPT) na fase de mediação, solicitada pelo IEP, e, diretamente, ao Sinpro/Adunimep, já no âmbito do julgamento do dissídio de greve pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Decorridos mais de 20 dias desde o início da última greve, a reitoria entende que os alunos, principais protagonistas na questão, não devem ser prejudicados pelo conflito de interesses entre o sindicato e o Instituto Educacional Piracicaba (IEP) ou a Unimep. De acordo com informe eletrônico da instituição, a solução pode ser encontrada por meio da continuidade do diálogo entre as partes ou pela resolução das decisões judiciais pendentes de julgamento.

Encontro

Os diretores da Associação dos Professores da PUC-SP (Apropuc) aceitaram o convite para participar de uma conversa com professores e estudantes da Unimep com o objetivo de transmitir a experiência da PUC-SP e discutir a crise no ensino superior e reflexos na autonomia universitária. O encontro será realizado neste dia 12 de abril (quinta-feira), às 19h30, no Auditório Verde do Campus Taquaral. Estarão presentes a presidente da Apropuc, Priscilla Cornalbas, e o 1º secretário, Erson Martins de Oliveira. O evento faz parte de uma programação de atividades para o período de greve, elaborada pela Comissão de eventos que foi criada na reunião do última dia 4, por deliberação da assembléia.
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