text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Falta de conhecimento compromete qualidade

      
Aproximadamente 50% dos tijolos produzidos nos 30 fabricantes de cerâmica estrutural já submetidos a análise estão dentro dos padrões da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), diz Eliane Pazzini, responsável pelo Laboratório Técnico de Cerâmica Vermelha (Labcer), em Morro da Fumaça. O índice não é dos piores, mas poderia ser melhor, se o desconhecimento das normas da ABNT não fosse tão grande. "Muitos não conhecem as normas técnicas e por serem empresas pequenas acabam tendo déficit na parte técnica", diz Eliane.

Os fabricantes assinaram no ano passado Termo de Ajustamento de Conduta para se adequarem às normas. As empresas devem encaminhar ao Ministério Público os resultados de testes realizados por laboratórios. Na região, além do Labcer, os ensaios também são realizados pelo Senai de Criciúma. Até agora o Labcer fez testes para 30 empresas, e deve realizar para mais 40 cerâmicas. Três aspectos já eram analisados pelo Inmetro antes do TAC: tamanho da peça, septo (elemento laminar que divide os vazados do bloco) e parede (espessura). Estes itens não apresentam tantos problemas quanto os dois aspectos acrescidos no termo de ajuste: absorção de água e resistência.


Produtos adequados às normas

seguem para construtoras


Segundo Eliane Pazzzini, as cerâmicas com produção mais adequada às normas são as que fornecem produtos para as construtoras. A explicação, segundo Eliane, é que muitas construtoras buscam certificações de qualidade, como a ISO, e por isso exigem materiais dentro das normas técnicas. No entanto, ela aponta a produção de cerâmica vermelha com pouca qualidade como uma questão também cultural. Segundo ela, como o setor acostumou-se a produzir de uma maneira, não vê a necessidade de mudar. Por outro lado, o consumidor na maioria das vezes opta por um produto mais barato sem se preocupar com a qualidade.

Há também outra questão a ser tratada. O Rio Grande do Sul, um dos maiores consumidores de cerâmica vermelha da região, já está utilizando blocos em alvenaria estrutural, que substituem as vigas na construção, com mais resistência e menor preço. Por isso, Eliane afirma que se as cerâmicas daqui não se adequarem às normas, fatalmente perderão mercado. Em Santa Catarina, a única experiência com blocos em alvenaria estrutural foi realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Para o presidente do Sindcer, os ceramistas estão mais conscientes da necessidade de seguir as normas técnicas, especialmente porque perceberam que essa "ação pela qualidade" é nacional. "Eles estão percebendo que se adequar é questão de sobrevivência", afirma.


Mais regras


Pagnan diz que o TAC firmado para a melhoria da qualidade dos produtos da cerâmica vermelha não abrange os tijolos à vista de dois furos, 21 furos e maciços, o que vem causando problemas com o consumidor. Por isso, um comitê dirigido pela Associação Nacional de Cerâmica Vermelha (Anicer) e Inmetro está se reunindo para criar uma portaria específica para esses tamanhos. Segundo Pagnan, a portaria não tem data para ficar pronta e os ceramistas não terão que assinar outro TAC.
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.